Jogador mais experiente do grupo do Cruzeiro, Cássio já viveu muitas experiências na carreira. Aos 37 anos, o goleiro tem uma função para além de apenas defender a meta do time celeste: a de compartilhar suas vivências no futebol com os companheiros, principalmente com os mais jovens.
Após a confirmação da eliminação antecipada do Cruzeiro na fase de grupos da Copa Sul-Americana, nessa quarta-feira (7), o arqueiro fez questão de demonstrar apoio ao lateral-esquerdo Kauã Prates. O jovem de 16 anos falhou no gol sofrido pela Raposa no empate por 1 a 1 com o Mushuc Runa, nessa quarta-feira (7), em Riobamba, no Equador, pela 4ª rodada do Grupo E.
“A gente tem que dar força, faz parte. Tomara que não aconteça, mas acho essa não vai ser a primeira vez e nem a última, ele é um menino muito novo. Fico feliz por ele, vem treinando bem”
Cássio, goleiro do Cruzeiro, sobre Kauã Prates
Cássio minimizou o vacilo individual de Kauã. Ele preferiu enaltecer a coragem do garoto por estrear em uma partida de caráter decisivo para o Cruzeiro na Sul-Americana. As equipes se enfrentaram na altitude de 2.700 metros de Riobamba.
Se for analisar, os dois laterais (Kauã e Kaiki) são da base do Cruzeiro, mas o Prates tem 16 anos, entrou com personalidade e veio jogar aqui (na altitude). Não é fácil. É diferente o tempo de bola”, completou.
O erro de Prates ocorreu aos 8 minutos do segundo tempo. O estreante da noite dominou mal a bola e viu Orejuela tomar frente dentro da pequena área e chutar cruzado. O atacante do Mushuc bateu firme no canto esquerdo, sem chances para Cássio.
Elogio a outros jovens do Cruzeiro
Por fim, Cássio também ressaltou a participação de outros crias da base no time principal. Ele citou o volante Murilo Rhikman, que foi titular diante da equipe equatoriana, e o atacante Kaique Kenji, que participou da construção do gol celeste.
“Os outros meninos também. Eu vejo que o Cruzeiro tem uma base forte, com meninos promissores que vão agregar. É legal ver o (Kaique) Kenji entrando bem, o Murilo (Rhikman) jogando. Eu, como sou mais velho, tenho que dar moral para esses meninos e confiança para eles, que tenho certeza de que vão nos ajudar muito”, finalizou.
Rhikman fez uma partida discreta. Ele levou um cartão amarelo ainda no primeiro tempo e ficou ‘pendurado’ no duelo, correndo o risco de ser expulso.
Já Kenji contribuiu com o time no lance que originou o empate. Ele fez boa jogada individual pelo lado esquerdo, cruzou para dentro da área e encontrou Eduardo. O meia disputou com o goleiro adversário, que deu rebote. A bola sobrou para o atacante Lautaro Díaz finalizar no canto superior esquerdo e deixou tudo igual.

