Considerados irmãos dentro e fora das quadras, Lucão e Bruninho viverão uma manhã inesquecível no domingo (4), a partir das 10h (de Brasília), no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, na final da Superliga Masculina. Pela primeira vez em suas respectivas carreiras, o central do Sada Cruzeiro, de 39 anos, e o levantador de Campinas, de 38, disputarão um título em lados opostos.
Antes de serem campeões nacionais, mundiais e olímpicos juntos, Lucão e Bruninho se conheceram há mais de 20 anos. Em 2003, os dois participaram de uma seletiva para a Seleção Brasileira na categoria infanto-juvenil. Curiosamente, ambos receberam respostas negativas dos treinadores e não passaram no teste. Quis o destino que, dali em diante, a história deles ganhasse novas semelhanças.
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Pouco tempo depois da reprovação no infanto-juventil, na temporada 2003/2004, Bruninho, filho do ex-levantador e técnico Bernardinho e da ex-ponteira Vera Mossa, ergueu o seu primeiro título da Superliga. O levantador fazia parte do elenco campeão pelo já extinto Unisul.
Além do troféu pelo Unisul, Bruninho conquistou a Superliga mais seis vezes e por três clubes diferentes. Nesse período, o entrosamento com Lucão foi um dos pontos altos para subir ao lugar mais alto do pódio. Juntos, eles venceram o torneio nacional em cinco oportunidades: três vezes por Florianópolis (2007/2008, 2008/2009 e 2009/2010), uma pelo RJX (2012/2013) e outra pelo Taubaté (2020/2021).

A diferença entre os heptacampeões da Superliga está em um retrospecto mais recente. Bruninho participou dos quatro títulos consecutivos do Florianópolis (de 2005/2006 a 2009/2010), e Lucão esteve nos três últimos da equipe catarinense. Já o central também foi campeão na temporada 2018/2019 por Taubaté e em 2022/2023 pelo Sada Cruzeiro.
Vitoriosos na Itália
Na temporada 2015/2016, quando a parceria já havia dado frutos no Brasil, Lucão e Bruninho foram campeões juntos no voleibol italiano. Pelo Modena, o central e o levantador ergueram nada mais nada menos que a Tríplice Coroa: o Campeonato Italiano, a Copa da Itália e a Supercopa.
Até hoje, o único time em que os dois não foram campeões juntos foi pelo Sesi, na temporada 2016/2017.
Seleção Brasileira e ouro olímpico
Em 2016, na Olimpíada do Rio de Janeiro, Lucão e Bruninho conquistaram o tão sonhado ouro. Vale lembrar que, quatro anos antes, em 2012, em Londres, os dois ficaram com a prata. O Brasil perdeu a final olímpica para a Rússia, no tie-break.

Embora o ouro olímpico seja a medalha mais importante das carreiras da dupla, eles também foram campeões juntos de outras competições muito relevantes, como a Liga Mundial, o Sul-Americano e a Liga das Nações.
Na Seleção Brasileira, durante mais de uma década, Lucão e Bruninho foram companheiros de quarto nas viagens pelo país e também no exterior.
Apadrinhamento
Para confirmar a relação de irmandade, Bruninho é padrinho de Théo, filho mais velho de Lucão. Publicamente, o levantador de Campinas já afirmou que, caso seja pai no futuro, o central do Sada Cruzeiro receberá a mesma alcunha de seu filho.

