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Torcedores do Cruzeiro denunciam fúria e atos racistas em camarote do Palestino no Mineirão

Mulher foi flagrada imitando macaco após gol de Gabigol no segundo tempo, nessa quarta-feira (14), em BH, em jogo da Copa Sul-Americana

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Torcedores do Cruzeiro denunciaram, nas últimas horas, atos racistas e de fúria no camarote em que dirigentes do Palestino, do Chile, estavam acomodados na noite dessa quarta-feira (14), no Mineirão, em Belo Horizonte, pela Copa Sul-Americana. As imagens mostram uma mulher de casaco branco e de cabelos loiros fazendo um gesto de macaco.

Ao Central da Toca, o torcedor Daniel Camargos, de 25 anos, relatou que, após o gol decisivo do atacante Gabigol, marcado aos 44 minutos do segundo tempo, foram arremessados objetos por parte das pessoas que estavam no camarote do Palestino em direção à torcida do Cruzeiro.

Na sequência, segundo o torcedor, houve um tumulto generalizado por cerca de dez minutos. Em meio ao período, essa mulher passou a imitar um macaco.

“Um homem ficou falando ‘olhem para a sua pele’, passando a mão na própria pele dele. Os seguranças do Mineirão não os tiraram, só colocaram para dentro do camarote. Foram uns oito minutos de discussão e voando coisas”, declarou Daniel à reportagem.

Outros torcedores que também presenciaram a cena alegam que mais pessoas fizeram gestos racistas, embora não haja imagens que comprovem essas declarações. Um desses cruzeirenses, identificado como Danilo Leite, publicou o vídeo do momento exato em que a mulher imita macaco para torcedores do Cruzeiro.

Posicionamentos das partes

Procurada pelo Central da Toca, a Polícia Militar (PM) informou que não foi registrada nenhuma ocorrência de injúria racial no estádio nessa quarta-feira (14).

Por meio de nota, o Mineirão lamentou as imagens e afirmou que o estádio trabalha no atendimento e acolhimento das vítimas, além de ter mais de 400 câmeras de segurança à disposição das autoridades policiais e de realizar campanhas contra o racismo dentro e fora do estádio.

“O Mineirão lamenta e repudia qualquer ato de racismo ou injúria racial que por ventura ocorra dentro do estádio. Quando um fato é de seu conhecimento, o Mineirão busca trabalhar no atendimento, acolhimento, encaminhamento e acompanhamento de vítimas. O estádio tem mais de 400 câmeras de vigilância e está sempre à disposição das autoridades policiais para auxiliar nas investigações”, diz o primeiro trecho.

“Com o apoio dos clubes e de órgãos públicos, o Mineirão faz constantemente campanhas educativas com o torcedor, tanto em dias de jogos, em seus telões e sistema de som, quanto em suas redes sociais. O Mineirão ressalta que é importante que as denúncias aconteçam para que os responsáveis sejam punidos”, encerrou o Mineirão.

O Cruzeiro e o Palestino também foram procurados pela reportagem, e a matéria será atualizada assim que os clubes se posicionarem.

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Leonardo Gimenez
Leonardo Garcia Gimenez é repórter do Central da Toca e jornalista formado pelo UniBH. Com foco em futebol e vôlei, fez a cobertura do Cruzeiro no esporte digital da Itatiaia entre 2022 e 2025. Antes, trabalhou na Record TV.
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