Em todo grupo de atletas, a presença da competitividade por posição é necessária para que todos se sintam estimulados constantemente. No Cruzeiro, o cenário não pode ser diferente.
Por mais que o elenco comandado por Leonardo Jardim não seja tão robusto, existem posições em que a disputa pela titularidade pode ser mais ferrenha. Uma delas, certamente, é a lateral direita.
Desde os últimos meses de 2024, William, considerado o melhor lateral-direito do país no ano passado, tem tido uma sequência ruim de jogos com a camisa do Cruzeiro. Para além de um momento delicado na parte técnica, William, por diversas vezes, passa a sensação para o torcedor cruzeirense de desinteresse e displicência em campo.
Diferentemente do ano passado, William conta hoje com um concorrente decente e que precisa ser mais prestigiado: Fagner. Até então, o experiente lateral-direito começou somente duas partidas (contra Democrata-GV e São Paulo) sob o comando de Jardim.
Não há como negar que o jogador, vitorioso por clubes como Vasco e Corinthians, chegou ao Cruzeiro sob desconfiança em 2025. No entanto, com dedicação e precisão, Fagner tem conseguido quebrar o receio do torcedor a cada jogo que entra em campo
Leonardo Jardim já deixou claro que preza pela rotatividade e, claramente, a lateral direita precisa entrar mais forte nesse panorama. Não cabe, por exemplo, Fagner ter uma oportunidade para iniciar uma partida a cada 2 meses – espaço de tempo entre as duas únicas partidas oficiais que o lateral-direito atuou sob o comando do português.
Mais até do que ter mais minutos, Fagner merece ter sequência. Lateral-direito faz por onde pela boa perfomance e, tendo mais partidas pela frente, a tendência é de que ele ganhe confiança e possa entregar ainda mais em campo.
Em paralelo a um cenário de sequência de jogos para Fagner, William pode se sentir menos confortável ao ponto de trabalhar melhor para garantir maior minutagem. No fim das contas, Leonardo Jardim só tem a ganhar com uma disputa saudável entre atletas de bom nível pela posição.

