O ataque tem sido um problema crônico no Cruzeiro há muito tempo. No intervalo dos últimos 10 anos, a equipe superou a média de 1,5 gols por jogo apenas em 2022, quando marcou 94 vezes em 58 partidas (1,62/jogo). Nesse período, houve trocas de gestão, quase 25 mudanças no comando técnico e alta rotação de jogadores no setor ofensivo.
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Em 2024, o Cruzeiro teve média de 1,25 gols por jogo, com 80 gols em 64 partidas. Esse desempenho foi alcançado, principalmente, graças a Matheus Pereira e William – nenhum atacante de origem. O camisa 10 esteve diretamente envolvido em 32,5% dos gols da equipe (11 gols e 15 assistências), enquanto o lateral contribuiu com 20,0% (6 gols e 10 assistências).
No Campeonato Brasileiro de 2024, o Cruzeiro teve apenas o 14º melhor ataque, ao lado do Vasco, que brigou até as rodadas finais contra o rebaixamento. Além de um elenco curto, que limitou variações táticas, o time celeste desperdiçou muitas oportunidades durante os jogos, sendo o 8º com maior número de grandes chances perdidas — empatado com o rebaixado Athletico-PR, segundo o Sofascore.
Para resolver essa deficiência, a diretoria, liderada por Pedro Lourenço, presidente da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Cruzeiro, investiu pesado em reforços com histórico positivo e/ou potencial de desenvolvimento. Nos últimos 12 meses, chegaram à Toca II nomes como Gabigol, Kaio Jorge, Dudu, Lautaro Díaz, Bolasie e Wanderson. Mas, na prática, como esses jogadores impactam o setor ofensivo?
Para responder a essa pergunta, o gráfico de radar compara as principais métricas dos atacantes do Campeonato Brasileiro de 2024, destacando o desempenho dos jogadores do Cruzeiro no último ano em relação aos reforços contratados para 2025. Veja abaixo:
Comparativo entre atacantes do Cruzeiro (2024) e reforços para 2025

Participações de Dudu em gols e jogos por temporada (2013 a 2024)

Participações de Gabigol em gols e jogos por temporada (2013 a 2024)


