A música brasileira está de luto. Morreu, na noite desse domingo (2), aos 73 anos, o cantor e compositor Lô Borges, um dos fundadores do histórico movimento Clube da Esquina. O grupo, que marcou época na década de 1970 na Música Popular Brasileira (MPB), unia vários gêneros musicais, como rock, jazz, bossa nova e referências latino-americanas.
Torcedor fanático do Cruzeiro, o artista estava internado desde o dia 18 de outubro no Hospital Unimed, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, para tratar de uma intoxicação medicamentosa.
Nos últimos dias, ele respirava com ajuda de ventilação mecânica e passou por traqueostomia, uma cirurgia para abrir a parede da traqueia e ajudar na ventilação do paciente. A morte de Lô Borges foi confirmada pela família da artista ao g1.
Trajetória musical e paixão pelo Cruzeiro
Nascido e criado na capital mineira, Lô Borges formou, ao lado de Milton Nascimento, Beto Guedes e de seu irmão, Márcio Borges, o Clube da Esquina. Ao longo do tempo, também participaram do movimento musical: Toninho Horta, Wagner Tiso, Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Túlio Mourão e Flávio Venturini.
Cantor e compositor de grandes sucessos da música brasileira, como “Um girassol da cor do seu cabelo”, “O trem azul” e “Paisagem da Janela”, Lô Borges também sempre tornou pública a sua identificação com o Cruzeiro. A paixão pelo clube foi repassada ao seu filho único, Luca, de 27 anos. Ele deixa outros cinco irmãos: Márcio, Telo, Marilton, Nico e Yé.
Desde 2019, Lô Borges decidiu lançar álbuns inéditos a cada ano. O último foi lançado em agosto de 2025, o “Céu de Giz”, em uma parceria com o artista Zeca Baleiro.
Cruzeiro lamentou a morte
Por meio das redes sociais, o Cruzeiro lamentou a morte do músico e torcedor Lô Borges. O clube destacou que as canções do artista “se tornaram ícones da história do estado e do país”.
“O Cruzeiro Esporte Clube lamenta profundamente o falecimento de Lô Borges. Nascido em Belo Horizonte e cruzeirense fanático desde a infância, ele foi um dos grandes responsáveis por revolucionar a Música Popular Brasileira nas décadas de 1970 e 1980, com composições e interpretações que se tornaram ícones da história do estado e do país. Desejamos força aos familiares, amigos e fãs neste momento difícil. Eternamente, Lô é do mundo, é Minas Gerais”, escreveu.
Mais sobre o Clube da Esquina
Em 2022, o disco Clube da Esquina (1972) foi eleito, pela Discoteca Básica, o maior álbum brasileiro de todos os tempos.
Já em agosto do ano passado, a revista norte-americana Pasta Magazine elencou a obra mineira como o nono melhor álbum de todos os tempos da música. As faixas “Nada Será Como Antes” e “Tudo o Que Você Podia Ser” também fazem parte do disco.

