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Torcedores do Cruzeiro intensificam campanha por ‘setor popular’ sem cadeiras no Mineirão

Movimento da torcida do Cruzeiro pede a retirada de cadeiras do Setor Amarelo do Mineirão; audiência na ALMG debaterá o tema

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Desde o início deste ano, alguns torcedores do Cruzeiro têm levado a todos os jogos no Mineirão, em Belo Horizonte, uma faixa com um pedido para a criação de um ‘setor popular’ no estádio. A campanha ‘Amarelo Sem Cadeiras’, que pede a retirada das cadeiras do Setor Amarelo do Gigante da Pampulha, ganhou força nas últimas semanas com a marcação de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para debater o tema com maior profundidade.

Em entrevista ao Central da Toca, nesta sexta-feira (23), Diogo Henrique Silva, analista social e integrante da torcida organizada Comando Rasta, deu detalhes da manifestação dos cruzeirenses. Ele explicou que a articulação da torcida avançou a partir da intervenção e apoio do deputado Professor Cleiton.

O movimento composto pela Resistência Azul Popular e pelo Comando Rasta ganhou apoio do parlamentar em março deste ano. Nos primeiros contatos, os torcedores apresentaram as solicitações, tendo como principal a volta da cultura de arquibancada existente antes da modernização dos estádios brasileiros.

“A ideia é debater de uma forma contundente. Não por acaso, a expectativa é de que integrantes dos clubes da capital (Cruzeiro, Atlético-MG e América-MG) apareçam. Representantes da Minas Arena, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros também”

Diogo Silva, integrante do movimento Amarelo Sem Cadeiras

A audiência pública será realizada na próxima quinta-feira (29), às 14h, no Auditório José Alencar, da Assembleia.

Conforme soube a reportagem, das autoridades citadas por Diogo, estarão presentes na reunião: Marcone Barbosa, diretor de marketing do Cruzeiro; Jacqueline Alves, diretora da Minas Arena; Éric Andrade Rezende, geógrafo da Prefeitura de Contagem; e Gustavo Antônio da Silva, presidente da Associação Mineira de Engenharia de Incêndio (Amei).

Torcida pede mais segurança

Ainda conforme Diogo, o movimento fez um dossiê para levantar pontos a favor da ideia. O documento mostra um comparativo com outros dos principais estádios do Brasil que já aderiram à retirada de cadeiras em setores populares. São citados sete locais: Neo Química Arena, Arena do Grêmio, Beira-Rio, Independência, Arena MRV, Fonte Nova e Ligga Arena.

O objetivo inicial da torcida é para que ocorra um aumento de público no setor popular. Entretanto, também é levado em consideração a segurança de todas as pessoas, ponto observado pelas autoridades competentes.

“A capacidade de público no estádio depende do aval dessas forças de segurança. Lá na Bahia, houve a remoção das cadeiras, mas não houve o aumento da capacidade de público. Então, a gente já observa que é algo que depende de um estudo e um rigor criterioso das forças públicas que vão avaliar”, completou Diogo.

Diogo também lembrou que o deputado Gustavo Valadares havia promulgado a Lei 23.772/2021 em Minas Gerais, que autorizava a retirada de 20% das cadeiras dos estádios. Contudo, a norma não se aplica aos que são geridos por uma Parceria Público e Privada (PPP), como é o caso do Mineirão.

Apoio do deputado Professor Cleiton

Ao Central da Toca, Professor Cleiton contou que elaborou um projeto para revogar um artigo da Lei vigente em relação aos estádios privados.

Ele também explicou que, por se tratar de um aparelho público administrado por um ente privado, a ALMG é a intermediadora dessa questão.

“A retirada de cadeiras traz economia, porque, de acordo com Cruzeiro e Atlético-MG, todas as vezes que tem um jogo ali, naquele setor onde ficam as organizadas, o prejuízo de é R$ 40 mil a R$ 50 mil”

Deputado Professor Cleiton

“Você tem que pagar para a Minas Arena pelas cadeiras que são quebradas. Ao mesmo tempo, tem um estudo que mostra que houve a popularização desse setor em outras arenas do Brasil com a retirada das cadeiras”, completou.

Resposta da Minas Arena

A Minas Arena informou à reportagem que aguarda a conclusão da assembleia para se posicionar sobre o tema.

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Luiz Henrique Campos
Luiz Henrique Campos é repórter do Central da Toca. Realizou também a cobertura do Cruzeiro em Estado de Minas, Superesportes e No Ataque por quatro anos.
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