Em participação no Charla Podcast, na noite desta sexta-feira (21), Ronaldo relembrou histórias do período em que atuou pelo Cruzeiro, entre 1993 e 1994, ainda no início de sua carreira como jogador.
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Na primeira delas, o Fenômeno lembrou, aos risos, de um acordo que tinha com a Lotto, fabricante de material esportivo. A marca italiana pagava R$ 2 mil ao camisa 9 por cada foto em que ele aparecesse com a chuteira nos jornais.
“Antes de assinar com a Nike, tinha uma marca italiana chamada Lotto. Eu recebia R$ 1 mil de salário (no Cruzeiro), e os caras me pagavam R$ 2 mil por cada foto que aparecesse a chuteira no jornal. Mas aí o Mineirão com aquela grama esmeralda, até a canela, as fotos só saíam aparecendo a canela e sem a chuteira (risos)”
Em outro momento, Ronaldo contou de um episódio em jogo contra a Caldense, de Poços de Caldas, pelo Campeonato Mineiro. Em tom bem humorado, o artilheiro relatou que foi perseguido pelo zagueiro adversário após dar entrevista, na véspera do jogo, afirmando que marcaria três gols na partida.
“A gente foi jogar no interior, contra a Caldense, longe para caramba de BH. Aí, dias antes, eu dei uma entrevista falando que ia fazer três gols contra a Caldense. Eu, moleque, fala qualquer besteira”, relembrou.
“Deu cinco minutos de jogo, a bola lá do outro lado, na nossa defesa (…), o cara veio por trás, eu só senti o sangue descendo. Rasgou tudo, eu engolindo sangue, com vergonha de ter levado uma porrada. O cara virou no meu ouvido: vai meter três gols na casa do c, filho da p**, vai morrer aqui hoje”, complementou, aos risos.
Ronaldo pelo Cruzeiro
Após se destacar pelo São Cristovão, do Rio de Janeiro, Ronaldo chegou ao Cruzeiro em 1993, aos 16 anos. Ele fez sua estreia em um jogo contra a Caldense, em maio daquele ano, quando a Raposa venceu por 1 a 0.
O camisa 9 ficou no Cruzeiro até 1994. De acordo com a Cruzeiropédia, foram 58 jogos, entre oficiais e amistosos, e impressionantes 56 gols marcados.
Ele deixou o Cruzeiro vendido ao PSV, da Holanda, em agosto de 1994, por 6 milhões de dólares – a maior venda de um jogador brasileiro naquela data.

