Fernando Diniz se manifestou pela primeira vez após a demissão do Cruzeiro. O técnico deixou o comando do time celeste em 27 de janeiro deste ano.
Em entrevista ao Charla Podcast, nesta quarta-feira (12), Diniz falou sobre a passagem pelo clube mineiro. O profissional de 50 anos ficou em Minas Gerais por quatro meses, mas saiu pela falta de resultados positivos.
“No fundo, o cara contrata e quer resultado, e quase sempre, resultado imediato. Às vezes, muda de uma quarta-feira para outra. No Cruzeiro aconteceu isso. Jogou contra o Atlético-MG no sábado, e bem. Era para ter vencido por uns 2 a 0. Depois, viajamos, jogamos bem, mesmo com o time mexido contra o Tombense”, iniciou.
“E teve um jogo ruim contra o Athletic, que é um bom time e está na Série B. O normal era ganhar, mas é um tropeço como todo mundo vai ter. Esse jogo contaminou o ambiente para sábado. De uma semana para a outra, teve o desligamento”, completou.
“Eu me relacionei bem com as pessoas no Cruzeiro, mas é uma coisa do futebol muito impregnada, de querer o resultado de imediato”
Fernando Diniz, ex-técnico do Cruzeiro
Diniz foi o primeiro treinador contratado pelo Cruzeiro na gestão de Pedrinho, que começou no fim de abril de 2024. Ele foi anunciado em setembro do mesmo ano para substituir Fernando Seabra.
No entanto, após um início de temporada ruim em 2025, acabou demitido. Durante sua passagem, esteve à frente do time celeste em 18 partidas oficiais – quatro vitórias, sete empates e sete derrotas.
O primeiro jogo de Diniz no comando do Cruzeiro foi no empate por 1 a 1 com o Libertad, do Paraguai, no Mineirão, pela volta das quartas de final da Copa Sul-Americana, em 26 de setembro.
Depois disso, teve mais 17 partidas no cargo – todas com resultados ‘magros’.
Diniz quase foi demitido em 2024
Fernando Diniz esteve para ser demitido após o término do Campeonato Brasileiro, mas a diretoria celeste recuou e resolveu dar mais uma chance ao treinador no cargo. O comandante não tinha conseguido cumprir os objetivos traçados para a temporada.
O Cruzeiro perdeu a final da Copa Sul-Americana por 3 a 1 para o Racing, da Argentina, no Nueva Olla, em Assunção, no Paraguai, e terminou a Série A em nono, com 52 pontos. Dessa forma, ficou sem a vaga na Copa Libertadores deste ano.
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Por esses motivos, a pressão sobre Diniz foi grande desde os primeiros jogos em 2025. Segundo o treinador, o ambiente foi contaminado pelo desempenho do tome no ano passado.
“Com certeza (o ambiente) veio contaminado. Não dá para jogar o final do Brasileiro fora. O Cruzeiro empatou muito jogo. Acho que metade dos jogos que eu joguei no Cruzeiro, empatou, mas muitos jogos poderiam ter ganho”, disse.
Faltou brilhantismo no Cruzeiro
Diniz também reconheceu que não houve brilhantismo da equipe em nenhuma partida no Cruzeiro, coisa que afirmou ter conseguido em todos os outros trabalhos.
“Não que o Cruzeiro tenha sido brilhante. O Cruzeiro não teve nenhum momento de brilhantismo, algo que sempre aconteceu na minha carreira. Todo time que eu chego, em um momento, ganha cinco jogos seguidos. No Cruzeiro não aconteceu, não sei o porquê”, finalizou.

