Reforço do Cruzeiro, o colombiano Luis Sinisterra conta com a confiança de quem já o conhece bem. Entre 2019 e 2021, ele atuou ao lado do zagueiro brasileiro Eric Botteghin no Feyenoord, da Holanda. Em entrevista ao Central da Toca, o defensor revelou bastidores da convivência com o jogador e apontou características que, segundo ele, podem fazer o atacante brilhar com a camisa celeste.
Quando chegou ao Feyenoord, Sinisterra tinha apenas 19 anos. Revelado pelo Once Caldas-COL, foi vendido ao clube holandês em 2018, por 2 milhões de euros (R$ 8,6 milhões na cotação da época). Mais experiente e um dos capitães da equipe, Eric Botteghin, hoje com 38 anos, teve papel importante nos primeiros passos do colombiano na Europa.
“No primeiro ano dele, foi um ano de adaptação, uma cultura totalmente diferente, uma outra língua, outro jeito de jogar. Ele era bem novinho. Eu ajudava bastante com a tradução. Ele tinha bastante dificuldade. Foi um ano de adaptação”, disse.
Evolução rápida e destaque internacional
A dificuldade logo passou. Sinisterra se adaptou ao país, ao time e se desenvolveu como jogador. Foi na Holanda onde viveu seus melhores momentos até hoje. Atuando pelo Feyenoord, o atacante foi eleito Melhor Jogador Jovem da Uefa Conference League de 2021/22, temporada em que a equipe chegou à final da competição.

“No segundo ano, ele já estava adaptado, aí ele se destacou. Foi protagonista, já decidia partidas. Aí foi para a Inglaterra, jogar a Premier League. Por mais que no começo tenha sido um pouco devagar, a ascensão dele foi rápida. Tanto que o Feyenoord não conseguiu segurar. Ele foi jogar no melhor campeonato do mundo”, comentou Eric.
Características
Zagueiro de origem, Eric frequentemente enfrentava Sinisterra nos treinos. Segundo ele, não era uma tarefa fácil.
“Sempre enfrentei muito ele nos treinos. Sabia a dificuldade que era. Ele é um jogador muito talentoso, de força, explosão, parte pra cima, no um contra um. Teve uma época que estávamos voltando de lesão, aí fazíamos trabalhos de recuperação juntos e fazíamos muito um contra um. Eu sofria bastante, ele é muito habilidoso e muito rápido (risos)”, disse.
Com a camisa do Feyenoord, Sinisterra somou 113 jogos, 35 gols e 22 assistências. O desempenho chamou atenção do Leeds United, da Inglaterra, que o contratou dias antes de negociar Raphinha com o Barcelona. Após quatro temporadas na Holanda, Sinisterra se tornou a maior venda da história do clube holandês, negociado por 25 milhões de euros (R$ 136 milhões), em julho de 2022.
Adaptação ao futebol brasileiro
Para Eric Botteghin, a transição de Sinisterra para o futebol brasileiro será tranquila. Ele acredita que o atacante vai se encaixar bem no estilo do Cruzeiro.
“Ele vai se adaptar muito bem ao Brasil. Ele já amadureceu. Já passou por duas culturas completamente diferentes, no Campeonato Inglês e Holandês. No Campeonato Brasileiro, a gente vê que os colombianos se dão bem. Com o potencial que ele tem, vai se adaptar fácil e rápido”, disse.
“Ele tem um coração muito bom. Sempre disposto a escutar, aprender, a crescer. É um jogador de enorme potencial. Com certeza, ele vai dar muitas alegrias e vai ajudar muito o Cruzeiro”
Eric Botteghin, ex-companheiro de Sinisterra no Feyenoord
Foco nos treinos e no clássico
Após atuar alguns minutos na vitória do Cruzeiro sobre o São Paulo, por 1 a 0, no último sábado (30), no Mineirão, Luis Sinisterra segue trabalhando para atingir 100% da forma física. Prova disso é que, mesmo nos dias de folga, o colombiano esteve na Toca da Raposa II para treinar.
Treinando normalmente com o grupo, o atacante se prepara para o clássico diante do Atlético-MG, que será disputado no dia 11 (quinta-feira), às 19h30, no Mineirão, pela volta das quartas de final da Copa do Brasil.

