Marcelo Ramos é, definitivamente, um dos grandes ídolos da história do Cruzeiro. Além dos vários títulos, o ex-camisa 9 ocupa a 6ª colocação no ranking de maiores artilheiros do clube, com 163 gols em 365 jogos. O faro de gol do ex-jogador de 51 anos é exemplo a ser seguido pelos atacantes do atual elenco da Raposa.
Em entrevista exclusiva ao Central da Toca, Marcelo Ramos avaliou a fase dos homens de frente do Cruzeiro, que não vivem o melhor momento de suas respectivas carreiras. Na análise, ele deu destaque a Dudu e Gabigol, principais reforços do time celeste para o setor.
“O Cruzeiro contratou caras vencedores. Se você falar de Dudu e Gabigol, os caras são barril, como a gente fala aqui na Bahia. Eles têm história. Só que, às vezes, as coisas não acontecem”
Marcelo Ramos, ex-atacante do Cruzeiro
O ‘Flecha Azul’ afirmou que é normal as cobranças pelo momento ruim do time caírem sobre os atletas tidos como referência do grupo.
“São jogadores tarimbados, Dudu, Gabigol e os outros também. Tem que trabalhar, quando menos você falar é melhor, porque a resposta tem que ser dada dentro de campo. Nesses casos, não tem como você falar outra coisa a não ser muito treino, organização, entrosamento entre os companheiros de ataque e meio-campo”, disse.
“Os caras sabem fazer gol. É o conjunto, mas quando você tem jogadores carimbados, as cobranças acabam caindo nesses jogadores que tem mais história e nos que fazem a diferença no Cruzeiro. O conselho que eu posso dar é trabalhar quietinho, quando a bola começa a entrar vem a confiança, aí sim os caras vão definir os jogos”, complementou.
Dudu pelo Cruzeiro
Contratado no início do ano pelo Cruzeiro, Dudu tem apresentado bom desempenho desde que retornou à Toca da Raposa II. Em 14 jogos oficiais, ele marcou dois gols, mas foi fundamental em vários momentos da equipe sem a bola.
O camisa 7 foi titular em 10 partidas e acionado no banco de reservas em outras quatro. Isso aconteceu, por exemplo, no empate por 1 a 1 com o São Paulo, no último domingo (13), no Morumbis, pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Gabigol pelo Cruzeiro
Gabigol não participou do último compromisso do Cruzeiro na temporada. O atacante ficou no banco de reservas durante todo o empate por 1 a 1 com o São Paulo, no Morumbis, pela 3ª rodada do Brasileiro.
Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Leonardo Jardim explicou o motivo da decisão de deixar o camisa 9 no banco. De acordo com o português, a estratégia montada por ele não fazia sentido com as características de Gabigol.
“Ele é um finalizador nato, um jogador que eu gosto e já gostava, principalmente quando ele estava no Flamengo. Mas o Gabriel também, num jogo com essas características, ele pode nos ajudar menos. Aconteceu isso contra o Inter. É um jogo de transição, de atacar a primeira bola. E pra ele, esse não é o modelo”, disse.
Jardim ainda revelou que pretende utilizar Gabigol em jogos que exijam outra configuração tática, principalmente com dois atacantes. O treinador já testou o camisa 9 atuando ao lado de Kaio Jorge e também com Wanderson mais avançado.
Desde sua chegada ao Cruzeiro, no início da temporada, Gabigol disputou 11 partidas — todas como titular — e marcou 7 gols.
O atacante vive a expectativa de retornar ao time titular diante do Bahia.
Marcelo Ramos pelo Cruzeiro
Marcelo Ramos fez história nas quatro passagens pelo Cruzeiro. O ex-atacante ganhou quatro edições do Campeonato Mineiro (1996, 1997, 1998 e 2003), duas Copas do Brasil (1996 e 2003), uma Copa Libertadores (1997), um Campeonato Brasileiro (2003), uma Recopa Sul-Americana (1998), uma Copa Ouro (1995), uma Copa Master da Supercopa (1995), uma Copa Sul-Minas (2001), uma Copa dos Campeões Mineiros (1999) e uma Copa Centro-Oeste (1999).
As conquistas colocam Marcelo Ramos no segundo lugar no ranking dos jogadores mais vencedores da história celeste.

