Apresentador e comentarista da Band, Neto avaliou, nesse domingo (9), que o zagueiro Lyanco, do Atlético-MG, deveria ter sido expulso ao pisar na mão do atacante Dudu, do Cruzeiro. O lance foi aos 17 minutos do primeiro tempo, no Mineirão, em Belo Horizonte, pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro.
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Na jogada, Dudu foi derrubado por Rubens na lateral. Na sequência, Lyanco pisa na mão direita do camisa 7, que reclamou de dores ao árbitro. Felipe Fernandes de Lima (MG), dono do apito, e o VAR não entraram em ação para revisarem o lance.
“Vocês acharem que o Lyanco não teve a intenção de pisar no braço do Dudu… estão de sacanagem, velho. Vocês estão de brincadeira, estão brincando comigo. O cara pisa, irmão. É expulsão na hora. Isso é a minha visão como comentarista e ex-jogador”, afirmou.
Na sequência, Neto ironizou a interpretação de outros jornalistas em que Lyanco não teria pisado em Dudu de forma intencional. O ex-jogador acredita que o zagueiro do Atlético-MG tentou atingir o atacante do Cruzeiro de propósito.
“Eu estava vendo em outros programas de televisão antes de vir pra cá. ‘Não, não teve intenção’. Como que não teve intenção? Estão de brincadeira”, completou.
Ex-árbitro pediu expulsão
Ao comentar sobre o lance, Neto pediu a opinião de Oscar Roberto Godói, ex-árbitro do futebol brasileiro. Assim como o ex-atleta, Godói disse que Lyanco tinha que receber o cartão vermelho.
“Cartão vermelho. Cartão na hora direto, vermelho direto. Não precisava nem de VAR”, destacou Godói.
Expulsão de Gabigol
Pouco depois do lance entre Dudu e Lyanco, Gabigol foi expulso em uma jogada com o próprio zagueiro. Aos 29 minutos do primeiro tempo, o camisa 9 acertou o rival com uma cotovelada, sendo expulso após revisão do VAR.
Depois de analisar o lance, em que já havia aplicado o cartão amarelo para Gabigol, o árbitro afirmou que o atacante acertou Lyanco com o cotovelo.
“Professor, olha pra mim”, pediu Gabigol.
“Desculpa, tá? Você atingiu [fez sinais com o cotovelo], foi na disputa da bola. Você vai ver lá”, detalhou o árbitro.
Cruzeiro reclamou da arbitragem
Após o clássico, Felipe Fernandes relatou, na súmula do jogo, reclamações de Alexandre Mattos, CEO do clube celeste, no intervalo. O árbitro destacou no documento que Mattos entrou na sala do VAR “muito exaltado” e disse que a equipe de arbitragem “não apita mais jogos do Cruzeiro“.
Os assistentes foram Guilherme Dias Camilo e Celso Luiz da Silva. Rodolpho Toski Marques (PR) era o responsável pelo VAR.
“Relato que, no intervalo da partida, o senhor Alexandre Mattos, CEO da equipe Cruzeiro SAF, adentrou a sala VAR muito exaltado, impedindo a entrada da equipe de arbitragem na sala (Equipe VAR) e proferindo os seguintes dizeres: ‘Isso é uma vergonha, vocês não apitam mais jogos do Cruzeiro'”, escreveu Felipe.
Cruzeiro quer arbitragem de fora
Depois do jogo, Mattos concedeu coletiva no Mineirão e detonou não só o VAR, mas também a FMF. O CEO do Cruzeiro pediu isonomia e transparência da federação, além de ter revelado que o clube enviará, nesta segunda (10), um ofício para pedir arbitragem de fora de Minas Gerais nos próximos clássicos.
“Qualquer clássico pela frente, não temos mais a confiança em ter arbitragem mineira. Queremos arbitragem de fora. Amanhã [hoje, 10], vamos mandar um ofício. Vamos formalizar que o VAR de Curitiba [Rodolpho Toski Marques] definitivamente não participe mais de um jogo do Cruzeiro. A arbitragem de fora é predicada na Série A”, disse.

