O técnico Leonardo Jardim saiu em defesa dos jogadores sem o ritmo ideal na derrota do Cruzeiro para o Santos, por 3 a 0, neste domingo (7), pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Com uma equipe totalmente reserva, a Raposa se despediu da competição sem os três pontos na Vila Belmiro, em Santos.
Na coletiva pós-jogo, Jardim analisou que o Cruzeiro suportou bem a pressão do adversário até os 25 minutos da primeira etapa, quando Thaciano abriu o placar. Dois minutos depois, aos 27’, o Santos ampliou a vantagem com o mesmo atleta. Na etapa final, os donos da casa sacramentaram o resultado com João Schmidt.
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“O jogo, até o primeiro gol, estivemos bem. Depois, sofremos um gol de bola parada e a equipe se perdeu um pouco. Voltamos a sofrer um gol na segunda parte. Eu disse aos jogadores: não é fácil mudar 11 jogadores, e eles mostraram rendimento. Muitos são importantes no Cruzeiro, no futebol brasileiro”, iniciou.
Na sequência, o treinador português relembrou que, no começo de 2025, muitos jogadores que atuaram neste domingo (7) eram cotados para assumir a titularidade no Cruzeiro.
“Aquela coluna central, no início da época (ano), quase todos eram possíveis titulares. Estamos falando do (Matheus) Henrique, do Walace, do João, do Jonathan, do Gabriel, do Eduardo, que jogou muito no Mineiro. O Fagner é direto. Mas, com certeza, com uma equipe que não tem dinâmicas de jogo e, principalmente, coletivas, é sempre difícil”, completou.
Momento ‘sincerão’
Em um momento “sincerão” na Vila Belmiro, Jardim destacou que, diante das circunstâncias, era difícil que o Cruzeiro fizesse algo diferente neste domingo (7). O foco é total nos duelos com o Corinthians, pela semifinal da Copa do Brasil.
“Mas não lhes pedi para fazer de outra forma devido à responsabilidade que temos no jogo do Corinthians. Temos que fazer uma gestão de 11, 12 jogadores, para que, na quarta, a gente consiga se apresentar na melhor versão. Porque é isso que o nosso adversário fez, vai se apresentar na melhor versão”
Leonardo Jardim, sobre desentrosamento da equipe na Vila Belmiro
Favorito na Copa do Brasil?
De acordo com o técnico, o Cruzeiro fará de tudo para ser competitivo e abrir vantagem na semifinal da Copa do Brasil. Um dos fatores que empolga a equipe é o Mineirão cheio, em Belo Horizonte, já que todos os 60 mil bilhetes se esgotaram com antecedência.
“Queremos ser competitivos, e os adeptos vão encher o estádio, compraram todos os ingressos. Isso é importante para nós, o Mineirão cheio, e tentar fazer um bom jogo com o claro objetivo de vencer para ver se ganhamos vantagem na eliminatória”, disse.
Ao analisar o confronto, Jardim descartou favoritismo do Cruzeiro no torneio e rasgou elogios ao Corinthians.
“O Corinthians é uma camisola muito pesada no Brasil, já este ano ganhou o Paulista, tem grande qualidade no seu efetivo (elenco). Vai ser um jogo 50-50 entre duas grandes equipes”, encerrou.

