O técnico Leonardo Jardim detalhou, em coletiva nesta quarta-feira (19), as melhorias do elenco do Cruzeiro durante o período de intertemporada na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte.
De acordo com o técnico português, a comissão técnica tem focado em vários aspectos para desenvolver a equipe de olho no restante do calendário. O Cruzeiro terá o Campeonato Brasileiro, a Copa Sul-Americana e a Copa do Brasil para disputar até o fim de 2025.
“Procuramos direcionar o nosso trabalho nos fatores físicos para jogar o futebol que pretendemos. A exigência que eu quero do jogo, as equipes que ganham têm alguma intensidade, e nós queremos aumentar. As ideias de jogo, o aspecto tático, como se apresenta com e sem bola, a equipe mais junta. Com a bola, com circulação maior e de forma objetiva”, iniciou.
Na sequência, Jardim também destacou o trabalho psicológico feito pelo Cruzeiro para com os jogadores após a eliminação na semifinal do Campeonato Mineiro.
“Trabalhamos a parte psicológica, que é importante. Dar responsabilidade aos jogadores, mas fazer sacrifícios uns pelos outros”, complementou.
Adaptação a novas funções
Por fim, o treinador do Cruzeiro também ressaltou que, pelas características de elenco, sobretudo no meio-campo e no ataque, com a forte concorrência, alguns atletas estão sendo treinados em novas funções.
“Para terminar, a observação do nosso elenco, o que temos e não temos. Fomos buscar o Wanderson. Temos que adaptar alguns jogadores mais habituados a jogar na zona central. Temos oito jogadores que são meias e atacantes. Procuramos soluções para se adaptarem a outras posições”, avaliou.
Construção de um time
Satisfeito com o elenco, Jardim quer agora construir um time ideal para o Cruzeiro, embora tenha destacado que a força do grupo será fundamental na briga por títulos em 2025.
“Estou preocupado com a equipe que queremos construir. Tenho que preparar o jogo do Mirassol, mas também dois dias depois na Argentina. Todos os jogos são importantes. Temos jogadores para dar respostas. Podem haver quatro, cinco, seis alterações, um time fresco e que consiga ter intensidade”, destacou.
“Uma das razões que procuro soluções é termos capacidade de alterar os jogos e, quem entrar, entrar com nível de aprendizagem para ganhar. As melhores equipes têm sempre grandes elencos. Não podemos depender só de 11 jogadores”, encerrou o comandante lusitano.

