Enviados especiais ao Paraguai — Vice-presidente da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro, Pedro Junio lamentou o fato de o clube celeste precisar jogar com portões fechados na estreia como mandante na Copa Sul-Americana de 2025.
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Após o sorteio dos grupos em Luque, no Paraguai, o dirigente, que é filho de Pedro Lourenço, sócio-majoritário da SAF celeste, propôs uma reflexão sobre as regras da Conmebol e pediu “auto-controle” para torcer nos estádios.
“É uma reflexão que toda a sociedade tem que fazer. As punição são muito claras da Conmebol. É uma reflexão que todos têm que fazer na hora de torcer, de vibrar”, disse.
“A gente tem que ter um auto-controle, porque a gente acaba nos prejudicando. O Cruzeiro vai perder uma renda e seu torcedor na estreia”
Pedro Junio, vice-presidente do Cruzeiro SAF
“Mas o importante é que o torcedor vai estar nos apoiando, onde quer que esteja, para que a gente consiga a primeira vitória em casa”, complementou.
A punição ao Cruzeiro
Atual vice-campeão, o Cruzeiro vai mandar o seu primeiro jogo no Mineirão, em Belo Horizonte, contra o Mushuc Runa, do Equador, na semana do dia 9 de abril, sem o torcedor.
Em dezembro de 2024, o clube celeste foi punido pela Conmebol para atuar em um jogo com portões fechados e multa de US$ 157 mil (à época, R$ 945 mil).
Isso porque no duelo com o Lanús-ARG, pela semifinal da Sul-Americana, em 23 de outubro, milhares de cruzeirenses acenderam sinalizadores no Gigante da Pampulha. A utilização do artefato dentro do estádio é proibido em competições regulamentadas pela entidade sul-americana.
Segundo apuração do Central da Toca e da Samuca TV, o departamento jurídico do Cruzeiro tentou reverter a situação, mas o clube foi derrotado nos tribunais e, agora, não terá mais recursos para apresentar.

