O CEO do Cruzeiro, Alexandre Mattos, detonou o VAR no clássico contra o Atlético-MG, neste domingo (9), pelo Campeonato Mineiro, e também fez duras críticas à Federação Mineira de Futebol (FMF). As declarações foram feitas no Mineirão, em Belo Horizonte, após o clássico pela 7ª rodada.
Depois do jogo, Mattos afirmou que o Cruzeiro tem sido prejudicado com frequência pela arbitragem nos últimos anos. O dono do apito no clássico foi Felipe Fernandes de Lima (MG), auxiliado por Guilherme Dias Camilo (MG) e Celso Luiz da Silva (MG). O VAR, por sua vez, era Rodolpho Toski Marques (PR).
Na análise do dirigente, o VAR deveria ter recomendado ao árbitro a expulsão de Lyanco em lance com Dudu. A jogada aconteceu pouco antes de Gabigol receber o cartão vermelho por uma cotovelada em Lyanco.
“Não viemos reclamar de arbitragem, vou falar de fatos que vêm acontecendo com o Cruzeiro. Desde quando chegamos, o Cruzeiro entende que algumas situações são maléficas ao clube. Isso vem de alguns anos. Buscamos acreditar, confiar, conversar, ser profissional, só que o fato é: hoje, pouco antes da expulsão do Gabriel, houve um pisão proposital, todos acompanharam”, iniciou.
“Ou não teve a chamada do VAR ou o árbitro não quis. O VAR teve papel fundamental no jogo. O Dudu foi pisoteado por um companheiro de profissão, que deveria, no mínimo, ser questionado nas imagens. Foi antes da expulsão do Gabriel. Infelizmente, não aconteceu”
Mattos criticou VAR pela não expulsão de Lyanco
Árbitro teria agido de forma contraditória
De acordo com Mattos, membros da comissão técnica do Cruzeiro teriam escutado do próprio árbitro que o lance de Gabigol não era para expulsão.
“O segundo fato é que, no lance do Gabriel, pessoas da comissão técnica do Cruzeiro, que estavam próximas, relataram no vestiário que o árbitro dizia que ele [Lyanco] abaixou a cabeça. Vamos pedir as gravações. O VAR insistiu na expulsão, tanto que o juiz estava defendendo que ele tinha abaixado a cabeça”, disparou.
Na sequência, o CEO do Cruzeiro ironizou a presença do paranaense Rodolpho Toski Marques no VAR e fez uma menção às origens de Cuca, técnico do Atlético.
“A arbitragem era toda mineira, os três árbitros. Aí fica o questionamento: por que veio o VAR lá do Paraná, nascido em Curitiba? Não entendi essa. O treinador do nosso rival é de Curitiba, né? Estranho. Pra quê?”.
Mattos fez menção a Rodolpho Toski Marques e Cuca após o clássico
Críticas à FMF
Ainda após o jogo, Mattos criticou a FMF e sinalizou que a entidade responsável pelo Estadual não tem sido transparente. Para isso, ele relembrou a mudança do jogo do Cruzeiro contra o Tombense, pela 1ª rodada, depois de enfrentar o Atlético-MG um dia antes nos Estados Unidos.
“A FMF precisa, de uma vez por todas, ser isenta, correta, transparente. O Cruzeiro exige isso. Começamos o Mineiro tendo que mover uma montanha para fazer uma mudança de jogo. O Pedro e eu participamos ativamente do processo. Mudaram na pressão enorme que a gente fomentou”
Mattos relembrou alteração de jogo contra o Tombense, pela 1ª rodada
“São coisas corriqueiras que vêm acontecendo. Tenho que falar para o torcedor que isso acabou. O Cruzeiro não vai aceitar nenhum tipo de benefício. Não queremos ser ajudados, mas também não vamos aceitar passivamente esse tipo de situação externa atrapalhando o nosso dia a dia. Vamos corrigir os erros internamente. Agora, esse externo, se precisar, vamos falar abertamente o que temos de sentimento. Ou muda, ou vamos continuar falando o que está acontecendo”, encerrou.
Decisão do Cruzeiro
Por fim, Mattos destacou que o Cruzeiro não aceitará mais árbitros de Minas Gerais nos próximos clássicos.
“Qualquer clássico pela frente, não temos mais a confiança em ter arbitragem mineira. Queremos arbitragem de fora. Amanhã, vamos mandar um ofício. Vamos formalizar que o VAR de Curitiba definitivamente não participe mais de um jogo do Cruzeiro. A arbitragem de fora é predicada na Série A”, contestou.

