O dublador Gustavo Machado revelou, nesse domingo (9), os diálogos na expulsão de Gabigol, do Cruzeiro, e no pisão de Lyanco, do Atlético-MG, em Dudu. As duas jogadas foram marcantes no clássico disputado no Mineirão, em Belo Horizonte, pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro.
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Aos 17 minutos do primeiro tempo, Dudu foi derrubado por Rubens em um lance na lateral. Na sequência, Lyanco pisa na mão direita do camisa 7, que reclamou de dores ao árbitro. Felipe Fernandes de Lima (MG), dono do apito, e o VAR não entraram em ação para revisarem o lance.
Segundo o dublador, Lyanco disse que Dudu colocou a mão para que ele pisasse de forma não intencional. O atacante do Cruzeiro, por sua vez, se irritou com o zagueiro do Atlético-MG e disparou contra o jogador.
“Ah, Dudu, você que botou a mão. Você que botou a mão, você que botou a mão”, iniciou Lyanco.
“Não faz isso, cara. Você é um babaca. Você é um babaca. Seu moleque, você fez e está rindo? Você é um moleque, otário. Você é um otário, seu moleque”, retrucou Dudu.
“Ele botou a mão onde eu ia pisar”, afirmou Lyanco ao árbitro Felipe Fernandes de Lima.
Expulsão de Gabigol
Pouco depois do lance entre Dudu e Lyanco, Gabigol foi expulso em uma jogada com o próprio zagueiro. Aos 29 minutos do primeiro tempo, o camisa 9 acertou o rival com uma cotovelada, sendo expulso após revisão do VAR.
Depois de analisar o lance, em que já havia aplicado o cartão amarelo para Gabigol, o árbitro afirmou que o atacante acertou Lyanco com o cotovelo.
“Professor, olha pra mim”, pediu Gabigol.
“Desculpa, tá? Você atingiu [fez sinais com o cotovelo], foi na disputa da bola. Você vai ver lá”, detalhou o árbitro.
Cruzeiro reclamou da arbitragem
Após o clássico, Felipe Fernandes relatou, na súmula do jogo, reclamações de Alexandre Mattos, CEO do clube celeste, no intervalo. O árbitro destacou no documento que Mattos entrou na sala do VAR “muito exaltado” e disse que a equipe de arbitragem “não apita mais jogos do Cruzeiro“. Os assistentes foram Guilherme Dias Camilo e Celso Luiz da Silva. Rodolpho Toski Marques (PR) era o responsável pelo VAR.
“Relato que, no intervalo da partida, o senhor Alexandre Mattos, CEO da equipe Cruzeiro SAF, adentrou a sala VAR muito exaltado, impedindo a entrada da equipe de arbitragem na sala (Equipe VAR) e proferindo os seguintes dizeres: ‘Isso é uma vergonha, vocês não apitam mais jogos do Cruzeiro'”, escreveu Felipe.
Cruzeiro quer arbitragem de fora
Depois do jogo, Mattos concedeu coletiva no Mineirão e detonou não só o VAR, mas também a FMF. O CEO do Cruzeiro pediu isonomia e transparência da federação, além de ter revelado que o clube enviará, nesta segunda (10), um ofício para pedir arbitragem de fora de Minas Gerais nos próximos clássicos.
“Qualquer clássico pela frente, não temos mais a confiança em ter arbitragem mineira. Queremos arbitragem de fora. Amanhã [hoje, 10], vamos mandar um ofício. Vamos formalizar que o VAR de Curitiba [Rodolpho Toski Marques] definitivamente não participe mais de um jogo do Cruzeiro. A arbitragem de fora é predicada na Série A”, disse.

