Executivo de futebol do Cruzeiro, Paulo Pelaipe disparou contra a indicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que determinou, nesta segunda-feira (25), Ramon Abatti Abel como árbitro do clássico contra o Atlético-MG. O duelo de ida das quartas de final da Copa do Brasil está marcado para as 19h30 desta quarta-feira (27), na Arena, em BH.
Pelaipe avaliou que foi uma “escolha infeliz” da Comissão de Arbitragem da CBF, dirigida pelo ex-árbitro Rodrigo Cintra.
“Acompanhei com muita preocupação o nome do sr. Ramon Abbati Abel para o comando da arbitragem do clássico desta quarta-feira. Esta foi uma infeliz indicação da comissão de árbitros da CBF“, disse Pelaipe ao Central da Toca e à Samuca TV.
“O Cruzeiro, ao longo da atual temporada, foi prejudicado em vários jogos. Esperamos que a partida seja decidida no campo de jogo, sem influência da arbitragem e do VAR”, complementou o dirigente.
O departamento de futebol do clube está atento, vigilante, em virtude dos fatos ocorridos e amplamente divulgados pela imprensa, e não vai aceitar desculpas para novos erros
Paulo Pelaipe, dirigente do Cruzeiro
Nesta temporada, Ramon Abatti Abel (SC) ainda não apitou nenhuma partida do Cruzeiro, mas já esteve em quatro partidas do Atlético-MG no Brasileirão: no empate contra o São Paulo (0 a 0), nas vitórias contra Botafogo (1 a 0) e Fluminense (3 a 2) e na derrota para o Flamengo (1 a 0). Ele também apitou a goleada sobre o Manaus (4 a 1), pela Copa do Brasil.
Cruzeiro vive insatisfação com arbitragem
Com exceção da vitória sobre o Inter, no último sábado (23), o Cruzeiro ficou na bronca nos últimos jogos do Campeonato Brasileiro com as arbitragens de Wilton Pereira Sampaio (GO) e Bruno Arleu de Araújo (RJ). As reclamações foram feitas na derrota para o Santos, no Mineirão, pela 19ª rodada, e no empate contra o Mirassol, no Maião, pela 20ª rodada, respectivamente.
Diante do Peixe, a diretoria celeste reclamou sobre a anulação do gol de Kaio Jorge, invalidado por falta de Matheus Pereira em Zé Rafael. Já no duelo com o Mirassol, o Cruzeiro teve um pênalti sonegado no primeiro jogo, após José Aldo tocar com a mão na bola de forma evidente.
Por causa dos erros de arbitragem, o Cruzeiro formalizou duas reclamações junto à CBF e pediu isenção da arbitragem nos jogos do time de Leonardo Jardim.

