O Cruzeiro buscou nos últimos dias, sem sucesso, a liberação do zagueiro Fabrício Bruno para o jogo contra o Vitória, marcado para as 16h deste sábado (1º), no Mineirão, pelo Brasileiro.
O defensor está suspenso pela expulsão no empate por 0 a 0 com o Palmeiras, no último domingo (26), pela última rodada da competição nacional.
Na avaliação do Cruzeiro, a expulsão de Fabrício foi injusta. Por isso, o departamento jurídico do clube tentou a anulação do cartão vermelho no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por meio de uma medida inominada (decisão provisória) com liminar (de urgência). A corte, contudo, negou o pedido.
A justificativa do STJD é de que trata-se de um tema inédito e que, portanto, não poderia ser definido através de uma liminar. O tema foi remetido ao órgão colegiado da corte para que seja feita uma análise mais criteriosa.
A expulsão de Fabrício Bruno
Aos 25 minutos do segundo tempo do jogo contra o Palmeiras, Fabrício Bruno foi expulso pelo árbitro Rafael Klein (RS). O dono do apito entendeu que o camisa 15 fez falta no atacante Allan para cartão amarelo. Como o zagueiro já havia recebido o primeiro cartão, levou também o vermelho.
Comentaristas de futebol e de arbitragem analisaram, após o lance, que, na realidade, Fabrício Bruno sofreu a falta de Allan. E não o contrário. Pentacampeão do mundo, o ex-jogador Denilson foi um dos que defendeu essa tese.
“A expulsão do Fabrício Bruno, não sei se só eu vou ter essa opinião, para mim, é falta no Fabrício Bruno. Para mim, o Allan tenta evitar o contato com o Fabrício Bruno, para tentar seguir na jogada, e aí tem um trança-pé da perna direita no Fabrício Bruno”, iniciou.
“O Fabrício Bruno não para o corpo para fazer uma obstrução ali, para parar a jogada. Ele também tenta seguir a corrida, aí tem o trança-pé. Pode ser uma opinião polêmica, mas foi o que eu enxerguei nesse lance”, completou Denilson.

