A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu afastar, nesta segunda-feira (7), o árbitro Marcelo de Lima Henrique (CE) e a equipe do VAR pela expulsão do zagueiro Jonathan Jesus, do Cruzeiro, na derrota para o Internacional. As equipes se enfrentaram nesse domingo (6), no Beira-Rio, em Porto Alegre, pela 2ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.
Aos 20 minutos do primeiro tempo, o camisa 34 do Cruzeiro recebeu cartão vermelho por uma falta assinada em Wesley, do Inter, fora da área. No entendimento de Marcelo de Lima Henrique (CE), o zagueiro evitou uma chance clara de gol do Colorado e expulsou o defensor celeste.
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De acordo com a CBF, o afastamento do árbitro e também da equipe do VAR, chefiado por Daiane Muniz (CE) no confronto, foi baseado em um parecer do Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais (CCEEI). Esse grupo, uma das novidades apresentadas pela CBF em 2025, considerou que houve “equívocos cometidos pelos profissionais”.
“O intuito da Comissão de Arbitragem é que, a partir do afastamento, os árbitros passem por novas instruções, com o objetivo de que, quando escalados novamente, os equívocos não voltem a acontecer”, anunciou a CBF por meio de nota.
Segundo Rodrigo Cintra, coordenador geral da Comissão de Arbitragem, o afastamento dos árbitros e da equipe do VAR foi feito para uma melhor instrução dos profissionais.
“Infelizmente, existem momentos de instruir, coibir e também de afastar. Neste momento, a Comissão de Arbitragem afasta para instrução as equipes das partidas em que, na visão do CCEI, houve equívocos. O afastamento não é simplesmente uma punição vazia, é para que possamos cuidar dos árbitros, instruí-los e que, na sequência, não haja mais equívocos nesse sentido, colocando o VAR e o árbitro de campo em sintonia”, disse Rodrigo.
Indignação do Cruzeiro
A única manifestação de dentro de campo veio ainda no intervalo, com o volante Lucas Romero. O argentino criticou duramente a arbitragem e afirmou que os equívocos “são sempre contra o Cruzeiro”. Nas redes, após o jogo, Gabigol ironizou a CBF.
Fora das quatro linhas, o CEO do clube, Alexandre Mattos, disparou contra a decisão no Beira-Rio: “Assalto a mão armada”, escreveu o dirigente em sua conta pessoal do Instagram.
No X (antigo Twitter), o perfil oficial do Cruzeiro classificou a expulsão como “completamente absurda“.
“Um lance em que o atleta não comete a falta e o clube terá que atuar mais de 70 minutos com um jogador a menos, por erro gigantesco da arbitragem e do VAR”, publicou o clube.
Em nota divulgada em seu site oficial, o Cruzeiro usou termos como ‘arrogância’, ‘incapacidade’ e ‘fim da paciência’ para comentar o episódio no Rio Grande do Sul.

