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Kaio Jorge, do Cruzeiro, volta ao Recife, onde já brilhou por Náutico e Sport; amigo relembra

Atacante do Cruzeiro viverá reencontro especial na Ilha do Retiro, no domingo (11), às 16h, pela Série A do Campeonato Brasileiro

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Em grande fase no Cruzeiro, o pernambucano Kaio Jorge viverá um reencontro para lá de especial com o Sport na Ilha do Retiro, em Recife. O centroavante, de 23 anos, deve ser titular da equipe de Leonardo Jardim no domingo (11), às 16h (de Brasília), em confronto válido pela 8ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

Nascido em Olinda, Kaio Jorge começou a brilhar no mundo esportivo com a camisa do Náutico no futsal. Dos sete aos nove anos, ele se destacou pelo Timbu. Até que, por influência do ex-jogador Marcelinho Paraíba, o garoto “virou a casaca” e passou a atuar pelo Leão. Com destaque para o jovem atleta, os títulos na categoria também mudaram de lado.

Para detalhar a história do goleador, o Central da Toca ouviu João Macedo, de 23 anos, estudante de medicina da Universidade de Pernambuco (UPE) e amigo de infância do atacante do Cruzeiro. Quando eram crianças, Kaio usava cabelos longos; hoje, a preferência é por um corte mais curto.

Contemporâneos, João Macedo e Kaio Jorge atuaram juntos nas escolinhas do Náutico. À época, o agora camisa 19 do Cruzeiro vestia a 10 do Sport e era acostumado a decidir os principais campeonatos. Naquele time, também jogavam Lucas e Pedro Macedo, irmãos de João.

‘Muito fora da curva’

À reportagem, João Macedo destacou que Kaio Jorge sempre chamou a atenção dos espectadores e se notabilizou pelo faro de artilheiro. Ainda criança, depois de trocar o Náutico pelo Sport, o menino foi decisivo em uma final do Campeonato Pernambucano Sub-11 contra o ex-time.

Em um vídeo publicado no YouTube, é possível ver que Kaio Jorge rouba a bola, traz a bola para a esquerda, finta o defensor e, de esquerda, marca um golaço. O lance levou a torcida do Leão ao delírio no clube social do Sport, em Recife.

“Joguei com ele do sub-7 ao sub-9 no Náutico. No sub-11, na época que o Sport tinha o Marcelinho Paraíba, o filho dele estava jogando na categoria. Chamaram ele [Kaio Jorge] para jogar também. O Marcelinho o convenceu. Desde pequeno, ele já era diferenciado. Ganhava todos os jogos e metia muitos gols. Era muito fora da curva”

João Macedo, amigo de infância de Kaio Jorge nos tempos de Náutico

Na sequência, João Macedo também contou que, pela qualidade de Kaio Jorge, o time sub-9 do Náutico viajava para vários cantos do Brasil na disputa de medalhas de ouro. Com tamanho potencial, o atacante, inclusive, era chamado de “gato”. No futebol, essa expressão significa que o jogador tem idade superior à demonstrada nos documentos oficiais.

“A gente ia para João Pessoa, para Florianópolis jogar. Jogamos contra o River Plate [da Argentina] e contra outros times. Kaio Jorge metia muito gol. A gente ganhava tudo. Quando ele saiu no sub-9 e foi para o Sport, o Sport começou a ganhar tudo. O pessoal achava que ele era gato”, completou.

Kaio Jorge ao lado do amigo Lucas Macedo, com quem jogou no Náutico
Kaio Jorge ao lado do amigo Lucas Macedo, com quem jogou no Náutico (Foto: Arquivo pessoal)

Insistência do pai

Ex-jogador profissional do Sport e pai de Kaio Jorge, Jorge Ramos foi fundamental para que o filho seguisse os laços familiares também no mundo da bola. De acordo com João Macedo, o ex-atacante acompanhava sua cria em todos os torneios, seja no campo ou na quadra.

“Desde pequeno, o pai dele botou o Kaio para jogar. Ele sempre jogava no Náutico, jogava os campeonatos de várzea, jogava até na areia. Ele jogava tanto que até o joelho dele ficou meio lesionado. No Santos, ainda na base, ele tinha uns problemas no joelho, algumas lesões. Depois do Sport, a mãe dele o levou para o Santos. Ela dizia que não era fácil. O futebol não é fácil”, relembrou.

Base no Santos e ida à Europa

Com “passagem meteórica” pelo Sport, Kaio Jorge despertou os olhares do Santos e tornou-se, na mesma época, um Menino da Vila. A mudança de ares, no entanto, afastou Kaio do amigo João.

“Na época em que ele ainda estava em Pernambuco, a gente era bem próximo. Eu ia na casa dele, e ele vinha aqui em casa. Mas, depois que ele foi para Santos, não tivemos mais contato. Minha mãe chegou a ter contato com a mãe dele, mas por pouco tempo. Hoje, não nos falamos mais”, lamentou.

Na Baixada Santista, o atacante passou por todas as categorias de base até estrear no profissional em 30 de setembro de 2018, na vitória contra o Athletico-PR, por 1 a 0, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão. Kaio fez seu primeiro jogo na equipe principal com 16 anos, oito meses e nove dias de idade.

Três anos depois, em 2021, já consolidado no Santos e com excelentes números, Kaio Jorge foi vendido à Juventus, da Itália. No Velho Continente, não teve muitas chances e sofreu uma grave lesão no joelho direito em uma partida do sub-23 do clube de Turim. O problema físico o afastou dos gramados por longos 16 meses.

Emprestado ao Frosinone, também da Itália, Kaio não se firmou até ser comprado pelo Cruzeiro, em 2024.

Brilho no Cruzeiro

De volta ao Brasil, o centroavante brilhou na reta final da Copa Sul-Americana e, nesta temporada, tem registrado um início fulminante, com seis gols e uma assistência em 12 jogos.

Com esses índices, Kaio Jorge virou titular absoluto com Leonardo Jardim e tornou-se peça indispensável para a construção de um time mais móvel e que pressiona o adversário desde a saída de bola.

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Leonardo Gimenez
Leonardo Garcia Gimenez é repórter do Central da Toca e jornalista formado pelo UniBH. Com foco em futebol e vôlei, fez a cobertura do Cruzeiro no esporte digital da Itatiaia entre 2022 e 2025. Antes, trabalhou na Record TV.
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