Ídolo do Cruzeiro, o argentino Juan Pablo Sorín já defendeu o Mushuc Runa, adversário celeste na Copa Sul-Americana, por um dia. Brasileiros e equatorianos vão se enfrentar nesta quarta-feira (9), às 21h30 (de Brasília), no Mineirão, em Belo Horizonte, pela segunda rodada do Grupo E da competição.
Em 2 de fevereiro de 2019, cerca de dez anos após ter pendurado as chuteiras, Sorín atuou pelo Mushuc Runa em um amistoso contra o Emelec. Os times ficaram no 0 a 0 no Estádio Mushuc Runa Cooperativa de Ahorro y Crédito, em Ambato, no Equador.
Ao chegar no país, Sorín foi recebido com uma enorme festa no aeroporto. O ídolo do Cruzeiro, inclusive, vestiu o tradicional poncho, utilizado pelos reforços do clube em suas coletivas de apresentação. A vestimenta é originária do grupo Chibuleo, um dos povos de nacionalidade indígena do Equador.
À época, o ex-lateral também foi convidado por Luis Alfonso Chango, presidente vitalício do Mushuc Runa, para visitar as comunidades indígenas da região e experimentar a fritada, um prato típico feito de carne de porco com cebola, tomate, alho, pimenta e que acompanha batata frita e outros condimentos.
Ligação com o Mushuc Runa
Um ano antes do amistoso, em 2018, Sorín se declarou um simpatizante do Mushuc Runa pela valorização dos povos indígenas e também pelo DNA cooperativista do clube. A partir dali, o argentino passou a acompanhar cada vez mais o dia a dia do time equatoriano até ser convidado para o evento em 2019.
Idolatria no Cruzeiro
No decorrer de três passagens pelo Cruzeiro, Sorín se tornou um grande ídolo da história celeste. Ao todo, foram 120 partidas pela Raposa, com 18 gols marcados e seis títulos: três edições do Campeonato Mineiro (2004, 2008 e 2009), duas edições da Copa Sul-Minas (2001 e 2002) e uma Copa do Brasil (2000).

