Zagueiro do Vélez Sarsfield, da Argentina, Valentín Gómez fez um forte desabafo na noite dessa sexta-feira (7), após a vitória de seu clube por 1 a 0 sobre o San Martín de San Juan, pela 9ª rodada do campeonato nacional.
O defensor de 21 anos, que esteve prestes a chegar ao Cruzeiro no início deste ano, viveu momentos difíceis após o imbróglio que impediu sua transferência para a Toca da Raposa II.
Após ver o Vélez complicar uma negociação antes encaminhada com o Cruzeiro, em janeiro, Valentín foi negociado pelos argentinos com o empresário norte-americano Foster Gillett, que detém um percentual da Udinese, da Itália.
Embora Valentín tenha viajado ao Velho Continente para realizar exames e assinar contrato, o Vélez não recebeu o pagamento de cerca de 8,5 milhões de euros (cerca de R$ 50 milhões) e, por isso, não autorizou o jogador a treinar nas dependências da equipe italiana.
“Na verdade, sinceramente, creio que não estava 100% (pronto) para jogar. Marcelo (Bravo, treinador interino) me perguntou durante a semana se estava pronto, eu disse que sim, que tentaria até onde podia”, disse.
“É verdade o que se disse, que eu estava treinando em uma praça (na Itália), mas isso também é culpa da diretoria do Vélez. Embora o primeiro responsável seja o Foster (Gillett), obviamente, não custava nada para eles me mandarem permissão para treinar”, complementou.
“Me mantiveram chorando por 10 dias em uma sala, sem poder treinar”
Valentín Gómez, zagueiro do Vélez
Na mesma entrevista, Valentín fez duras críticas à infraestrutura oferecida pelo Vélez aos seus jogadores. Assista abaixo:
Cruzeiro e Valentín Gómez
O Cruzeiro estava disposto a fazer um investimento na casa dos 9 milhões de euros (cerca de R$ 56 milhões) para fechar a contratação de Valentín Gómez. A compra estaria entre as mais caras da história do clube. Contudo, o Vélez mudou as condições do negócio inúmeras vezes e irritou os dirigentes da Raposa.
“No caso do Valentín, a gente chegou, por algumas etapas, em acordos já tidos como feitos. As coisas foram caminhando para sempre aparecer algo a mais, um empecilho a mais, um pedido a mais, seja financeiro ou de outra coisa”, disse o CEO do Cruzeiro, Alexandre Mattos, em 11 de janeiro.

