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Mineirão do Cruzeiro? Pedrinho revela quanto Minas Arena cobra para ‘repassar direitos’

Empresário criticou custos de operação para mandar jogos do Cruzeiro no Gigante da Pampulha

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Dono de maior parte das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro, Pedro Lourenço revelou que a Minas Arena cobra R$ 300 milhões para repassar os direitos que detém de exploração do Mineirão.

Em entrevista à Band, Pedrinho voltou a criticar os custos de operação do estádio em que a Raposa manda seus jogos. Ele lembrou que a concessionária tem um contrato com o Governo de Minas Gerais até 2037, prorrogáveis por mais 10 anos. 

“A gente tem que chegar a um acordo com o Mineirão. Construir estádio eu não penso nisso, não. O Mineirão foi feito para o futebol. O Atlético-MG já fez o dele, então temos que chegar em um acordo”, defendeu o empresário.

“(O caso) Vai ter que chegar neles (Governo de Minas Gerais) ou ir para o povo, porque o Mineirão não é meu, é nosso, é de todos. Não é da Minas Arena, que tem contrato até 2037. Eles ainda falam que têm direito de renovar mais 10 anos”, explicou.

“Aí vai conversar e eles (Minas Arena) falam que querem R$ 300 milhões para passar os direitos (de exploração do Mineirão). Tem que ter bom senso. Eu não quero nada de graça, tenho negócio, sei como custa, mas levar 60 mil pessoas, renda de R$ 4 milhões, para você levar R$ 1 milhão para casa? É difícil”

Pedro Lourenço, dono do Cruzeiro SAF

A Minas Arena, vale lembrar, é uma Sociedade de Propósito Específico criada em 2010, por meio de uma parceria público-privada (PPP) das empresas Construcap, Egesa e HAP com o Governo de Minas, para executar as obras de modernização e gestão do estádio.

Cruzeiro no Mineirão

Em 2025, o Cruzeiro mandou cinco partidas no Gigante da Pampulha – jogos contra Tombense, Betim, Uberlândia, Atlético-MG e América-MG. O clube celeste colocou 173.505 pessoas no estádio, faturou R$ 6,7 milhões e lucrou R$ 4,3 milhões

Para 2026, Cruzeiro e Minas Arena terão que negociar um novo contrato. Isso porque o vínculo atual, feito ainda na gestão de Ronaldo Fenômeno, tem fim em dezembro deste ano. Pedro Lourenço já revelou o desejo de fazer ajustes importantes no documento.

Outro lado

Procurada, a Minas Arena se posicionou por meio de nota. A concessionária afirma que os valores de seus serviços estão em “consonância com o mercado e em respeito à legislação vigente”.

“O Mineirão mantém um permanente e constante diálogo com o Cruzeiro a fim de promover a melhor e a mais assertiva operação para seus jogos, o que inclui os custos da partida. O Mineirão tem uma equipe capacitada e com expertise para operações de forma setorizada, de acordo com a previsão de público indicada pelo clube, o que reduz os custos. Os serviços contratados para a operação da partida estão em consonância com os valores de mercado e em respeito à legislação vigente”, escreveu.

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