A Federação Mineira de Futebol (FMF) se posicionou, na tarde desta quinta-feira (13), sobre a reunião com representantes do Cruzeiro, realizada nesta manhã. Segundo a entidade, o pisão de Lyanco, do Atlético-MG, no braço de Dudu foi um lance “acidental”. As equipes se enfrentaram no último domingo (9), em clássico pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro.
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Por meio de nota, a FMF ressaltou que, na visão da Comissão de Arbitragem (CA), não houve intenção por parte de Lyanco acertar o camisa 7 do Cruzeiro, que estava caído no chão. A jogada aconteceu aos 17 minutos do primeiro tempo.
No entanto, o órgão estadual avaliou que Rodolpho Toski Marques (PR), responsável pelo VAR no clássico do último domingo (9), deveria ter recomendado a revisão para o árbitro Felipe Fernandes de Lima (MG). Por esse motivo, o chefe da cabine do VAR foi afastado, ainda que não seja mineiro.
“Na reunião, foi relatado que o lance envolvendo os atletas Lyanco, do Atlético, e Dudu, do Cruzeiro, foi acidental, na visão da Comissão de Arbitragem. Porém, como o árbitro central da partida não viu o lance no campo, a CA entende que ele poderia ter sido alertado pelo árbitro de vídeo, Rodolpho Toski Marques, para uma análise detalhada e decisão interpretativa por parte do árbitro de campo, Felipe Fernandes de Lima”, explicou.
Expulsão de Gabigol
Sobre a expulsão de Gabigol, aos 29’ da etapa inicial, a FMF descartou os boatos de que o árbitro teria dito aos jogadores do Cruzeiro que Lyanco foi atingido pelo camisa 9 “por estar com a cabeça abaixada”.
“Na expulsão do atacante Gabriel Barbosa, a FMF também apresentou as imagens e áudios, em que ficou nítido que o árbitro de campo não argumentou que o atleta Lyanco, do Atlético, estava com a cabeça abaixada. Portanto, o árbitro de vídeo interpretou como agressão e convocou o árbitro de campo para avaliar o lance. Após analisar as imagens na ARA, ele aplicou o cartão vermelho”, explicou a FMF.
Falta de Hulk em Fabrício Bruno
Já com relação ao segundo gol do Atlético-MG, marcado por Hulk, a FMF considerou que o VAR deveria ter acionado o árbitro de campo para rever um contato entre o atacante e o zagueiro Fabr´cio Bruno.
“No lance do segundo gol do Atlético, em jogada envolvendo Hulk e Fabrício Bruno, a FMF entende que deveria ter sido feita uma análise mais detalhada por parte do VAR, com o uso do zoom”, destacou a entidade.
Veja nota da FMF na íntegra:
“A Federação Mineira de Futebol informa que foi realizada nesta quinta-feira, na sede da entidade, uma reunião com integrantes da diretoria do Cruzeiro Esporte Clube. Participaram da reunião pela FMF, o diretor de competições Gabriel Cunha, o presidente da comissão de arbitragem Márcio Eustáquio Santiago e o Chefe de Gabinete da Presidência, Daniel Las Casas.
O primeiro ponto a ser esclarecido é que, conforme o atual protocolo da Comissão de Arbitragem (CA), os clubes que tiverem qualquer questionamento em relação à arbitragem dos jogos, podem solicitar o acesso aos áudios e vídeos do VAR, o que é feito em reunião realizada diretamente entre a CA e o clube interessado. O objetivo é evitar distorções e/ou edições nos áudios e vídeos dos lances analisados.
Na reunião, foi relatado de que o lance envolvendo os atletas Lyanco, do Atlético, e Dudu, do Cruzeiro, foi acidental, na visão da Comissão de Arbitragem. Porém, como o árbitro central da partida não viu o lance no campo, a CA entende que ele poderia ter sido alertado pelo árbitro de vídeo, Rodolpho Toski Marques, para uma análise detalhada e decisão interpretativa por parte do árbitro de campo, Felipe Fernandes de Lima.
Na expulsão do atacante Gabriel Barbosa, a FMF também apresentou as imagens e áudios, em que ficou nítido que o árbitro de campo não argumentou que o atleta Lyanco, do Atlético, estava com a cabeça abaixada. Portanto, o árbitro de vídeo interpretou como agressão e convocou o árbitro de campo para avaliar o lance. Após analisar as imagens na ARA, ele aplicou o cartão vermelho.
No lance do segundo gol do Atlético, em jogada envolvendo Hulk e Fabrício Bruno, a FMF entende que deveria ter sido feita uma análise mais detalhada por parte do VAR, com o uso do zoom.
Ainda esclarecemos que, por conta da renovação da licença do árbitro Igor Junio Benevenuto, que atualmente está em Dubai, a FMF convidou para os jogos do Mineiro SICOOB 2025 os árbitros de vídeo de outro estado, Rodolpho Tosky Marques e Wagner Reway, ambos FIFA, que estão prestando serviços como VAR nos jogos da FMF desde a temporada 2024.
A FMF reforça que a reunião com o Cruzeiro foi transparente, colaborativa e cordial e que, diante das alegações do clube e da avaliação da FMF, o árbitro de vídeo Rodolpho Toski Marques não participará das fases decisivas do Campeonato Mineiro”.
Cruzeiro pede arbitragem de fora
Na semifinal do Mineiro, o Cruzeiro pediu à FMF na reunião para que um árbitro não mineiro apite os clássicos contra o América-MG.
De acordo com Alexandre Mattos, CEO do Cruzeiro, o clube celeste adotará essa postura enquanto a relação com a FMF não melhore. O dirigente falou com a reportagem do Central da Toca e da Samuca TV na saída da reunião.
“Deixamos claro o nosso pedido. Enquanto o Cruzeiro ficar com essa situação não confortável, que é o que nós estamos sentindo há muito tempo. Enquanto isso não passar, o Cruzeiro vai solicitar (arbitragem de fora do estado). Mas a decisão cabe a eles (FMF), se vão botar ou não vão botar”, disse.
Cruzeiro e América-MG se enfrentarão neste domingo (16), às 16h (de Brasília), no Mineirão, pela partida de ida da semifinal. O duelo de volta será no final de semana seguinte – dias 22 ou 23 de fevereiro -, mas ainda não foi definido pela FMF.

