CEO do Cruzeiro, Alexandre Mattos cobrou uma mudança de postura do time para a sequência do Campeonato Mineiro e da temporada. O dirigente reconheceu que a equipe está devendo muito apesar de ter conseguido avançar à semifinal do torneio.
Em entrevista após reunião na sede da Federação Mineira de Futebol (FMF), nesta quinta-feira (13), Mattos afirmou que a Raposa precisa melhorar muito. O time estrelado classificou em primeiro no Grupo C, com 11 pontos, mas teve apenas a sexta melhor campanha.
“Nós não vamos ficar tapando o sol com a peneira. O Cruzeiro precisa melhorar e precisa melhorar muito”.
Alexandre Mattos, CEO do Cruzeiro
“Não viemos aqui para chorar e falar que nós perdemos o jogo porque fomos prejudicados. Temos que melhorar muito. Estamos, a cada dia que passa, cobrando mais para que as coisas andem da maneira que a gente espera, com o Cruzeiro mais sólido e ganhando as partidas”, completou.
O Cruzeiro se classificou à semifinal mesmo com os últimos três tropeços no Estadual. A Raposa empatou com América-MG (1 a 1) e perdeu para Atlético-MG (2 a 0) e Democrata-GV (2 a 1).
Embora tenha fechado a fase de grupos na 1ª colocação do Grupo C, à frente de Pouso Alegre, Aymorés e Villa Nova, o time celeste fez campanha pior do que cinco adversários da competição (Tombense, Atlético-MG, Athletic, América-MG e Betim).
Reunião na FMF
O Cruzeiro solicitou uma reunião com a entidade para ter acesso a comunicação entre o responsável pelo VAR, Rodolpho Toski Marques (PR), e o árbitro Felipe Fernandes de Lima (MG) em lances capitais do clássico com o Atlético-MG, no último domingo (9). O clube estrelado reclamava de três lances específicos do jogo.
De acordo com a diretoria da Raposa, o time estrelado foi prejudicado por um “erro grosseiro” da arbitragem. Aos 17 minutos do primeiro tempo, o zagueiro Lyanco deu um pisão no braço direito do atacante Dudu, mas a jogada seguiu normalmente.
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Sobre o lance, o árbitro Felipe Fernandes de Lima (MG) não recebeu recomendação de Rodolpho Toski Marques (PR), responsável pelo VAR, para revisar o lance. Também não foi aplicado sequer cartão amarelo ao zagueiro do Atlético-MG na jogada.
Conforme dito por Mattos, a FMF reconheceu o erro do VAR em não ter recomendado a revisão do lance. Rodolpho avaliou rapidamente a jogada e não chamou o árbitro ao monitor.
“O Rodolpho em dois segundos disse: ‘Acidental, acidental’. Isso condicionou todo mundo e ficou por isso mesmo. Então assim, tinha que ter tido uma análise mais profunda e chamado o árbitro no VAR”, disse.
Além do lance entre Dudu e Lyanco, o Cruzeiro também pediu o áudio da comunicação do árbitro com o VAR pela expulsão de Gabigol. O camisa 9 foi expulso aos 29’ do primeiro tempo, após acertar Lyanco com o cotovelo no rosto.
O Cruzeiro também incluiu na reclamação o lance do segundo gol do Atlético-MG, registrado aos 41′ da etapa final. Na jogada, Hulk, autor do gol, e Fabrício Bruno tiveram um contato antes de o atacante balançar as redes. O Cruzeiro avalia que o lance foi faltoso e que, por isso, deveria ser anulado pela arbitragem.
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Esse também foi o entendimento da FMF, que afirmou que houve falta na origem da jogada.
“No caso do segundo gol do Atlético-MG, mais um erro, porque eles tinham a ferramenta para dar um zoom. Ficou claro a falta. Eles admitiram que foi falta no lance. O Rodolpho ele precipitou e errou”, revelou Alexandre Mattos.
Arbitro de vídeo foi afastado
Mattos também contou que a FMF decidiu afastar Rodolpho Toski Marques das fases decisivas do Estadual. Sendo assim, o árbitro de vídeo não será escalado para os jogos das semifinais e das finais.
“Na medida prática, o Rodolpho foi afastado destas semifinais e finais”, contou.

