O Cruzeiro pediu à Federação Mineira de Futebol (FMF) que os jogos da semifinal do Campeonato Mineiro, contra o América-MG, tenham arbitragem de outro estado. A solicitação foi feita pela diretoria da Raposa em reunião na sede da entidade, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (13).
De acordo com Alexandre Mattos, CEO do Cruzeiro, o clube celeste adotará essa postura enquanto a relação com a FMF não melhore. O dirigente falou com a reportagem do Central da Toca e da Samuca TV na saída da reunião.
“Nós deixamos claro o nosso pedido. Enquanto o Cruzeiro ficar com essa situação não confortável, que é o que nós estamos sentindo há muito tempo. Enquanto isso não passar, o Cruzeiro vai solicitar (arbitragem de fora do estado). Mas a decisão cabe a eles (FMF), se vão botar ou não vão botar”, disse.
Cruzeiro e América se enfrentarão neste domingo (16), às 18h30, no Mineirão, pela partida de ida da semifinal. O duelo de volta será no final de semana seguinte – dias 22 ou 23 de fevereiro -, mas ainda não foi definido pela FMF.
As cobranças de Mattos têm relação com as reclamações do Cruzeiro quanto aos erros de arbitragem no clássico com o Atlético-MG, no último domingo (9), pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro. Na oportunidade, o arquirrival cruzeirense venceu o jogo por 2 a 0, no Mineirão, com muita polêmica.
Reunião na FMF
O Cruzeiro solicitou uma reunião com a entidade para ter acesso a comunicação entre o responsável pelo VAR, Rodolpho Toski Marques (PR), e o árbitro Felipe Fernandes de Lima (MG) em lances capitais do clássico. O clube estrelado reclamava de três lances específicos do jogo.
De acordo com a diretoria da Raposa, o time estrelado foi prejudicado por um “erro grosseiro” da arbitragem. Aos 17 minutos do primeiro tempo, o zagueiro Lyanco deu um pisão no braço direito do atacante Dudu, mas a jogada seguiu normalmente.
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Sobre o lance, o árbitro Felipe Fernandes de Lima (MG) não recebeu recomendação de Rodolpho Toski Marques (PR), responsável pelo VAR, para revisar o lance. Também não foi aplicado sequer cartão amarelo ao zagueiro do Atlético-MG na jogada.
Conforme dito por Mattos, a FMF reconheceu o erro do VAR em não ter recomendado a revisão do lance. Rodolpho avaliou rapidamente a jogada e não chamou o árbitro ao monitor.
“O Rodolpho em dois segundos disse: ‘Acidental, acidental’. Isso condicionou todo mundo e ficou por isso mesmo. Então assim, tinha que ter tido uma análise mais profunda e chamado o árbitro no VAR”, disse.
Além do lance entre Dudu e Lyanco, o Cruzeiro também pediu o áudio da comunicação do árbitro com o VAR pela expulsão de Gabigol. O camisa 9 foi expulso aos 29’ do primeiro tempo, após acertar Lyanco com o cotovelo no rosto.
O Cruzeiro também incluiu na reclamação o lance do segundo gol do Atlético-MG, registrado aos 41′ da etapa final. Na jogada, Hulk, autor do gol, e Fabrício Bruno tiveram um contato antes de o atacante balançar as redes. O Cruzeiro avalia que o lance foi faltoso e que, por isso, deveria ser anulado pela arbitragem.
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Esse também foi o entendimento da FMF, que afirmou que houve falta na origem da jogada.
“No caso do segundo gol do Atlético-MG, mais um erro, porque eles tinham a ferramenta para dar um zoom. Ficou claro a falta. Eles admitiram que foi falta no lance. O Rodolpho ele precipitou e errou”, revelou Alexandre Mattos.
Arbitro de vídeo foi afastado
Mattos também contou que a FMF decidiu afastar Rodolpho Toski Marques das fases decisivas do Estadual. Sendo assim, o árbitro de vídeo não será escalado para os jogos das semifinais e das finais.
“Na medida prática, o Rodolpho foi afastado destas semifinais e finais”, contou.

