A Federação Mineira de Futebol (FMF) se posicionou quanto às cobranças do Cruzeiro em relação ao áudio do VAR do clássico contra o Atlético-MG. De acordo com a entidade, o clube celeste terá acesso ao material em reunião fechada e presencial na sede da instituição.
“A Federação Mineira de Futebol (FMF) informa que o Cruzeiro Esporte Clube terá acesso aos áudios do VAR referentes ao clássico contra o Atlético, realizado no último domingo (9). O material será apresentado em reunião presencial na sede da FMF, com representantes do clube, seguindo o protocolo da Comissão de Arbitragem”, informou à reportagem do Central da Toca.
O Cruzeiro reclamava de três lances específicos do jogo que terminou com vitória atleticana por 2 a 0, no Mineirão, nesse domingo (9), pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro.
De acordo com a diretoria da Raposa, o time estrelado foi prejudicado por um “erro grosseiro” da arbitragem. Aos 17 minutos do primeiro tempo, o zagueiro Lyanco deu um pisão no braço direito do atacante Dudu, mas a jogada seguiu normalmente.
Sobre o lance, o árbitro Felipe Fernandes de Lima (MG) não recebeu recomendação de Rodolpho Toski Marques (PR), responsável pelo VAR, para revisar o lance. Também não foi aplicado sequer cartão amarelo ao zagueiro do Atlético-MG na jogada.
Expulsão de Gabigol
Além do lance entre Dudu e Lyanco, o Cruzeiro também pediu o áudio da comunicação do árbitro com o VAR pela expulsão de Gabigol.
O camisa 9 foi expulso aos 29’ do primeiro tempo, após acertar Lyanco com o cotovelo no rosto. Inicialmente, ele recebeu amarelo, mas o cartão foi trocado pelo vermelho depois de revisão na cabine do VAR.
Segundo gol do Atlético-MG
Segundo apuração do Central da Toca, o Cruzeiro também incluiu na reclamação o lance do segundo gol do Atlético-MG, registrado aos 41′ da etapa final.
Na jogada, Hulk, autor do gol, e Fabrício Bruno tiveram um contato antes de o atacante balançar as redes. O Cruzeiro avalia que o lance foi faltoso e que, por isso, deveria ser anulado pela arbitragem.
Praxe da CBF
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem como praxe divulgar os áudios de lances polêmicos dos jogos da Série A do Campeonato Brasileiro no dia seguinte às partidas.
A FMF, no entanto, precisou de quase 48 horas para dar uma resposta ao Cruzeiro.

