Ex-árbitra do quadro da Fifa e analista de arbitragem do SBT, Nadine Bastos afirmou que Lyanco, do Atlético-MG, deveria ter sido expulso contra o Cruzeiro. Aos 17 minutos do primeiro tempo, o zagueiro pisou na mão direita do atacante Dudu, mas não recebeu nem amarelo no clássico.
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Por meio de suas redes sociais, Nadine disse que, pela regra, a ação de Lyanco é considerada uma “conduta violenta” e que, por isso, o jogador do Atlético-MG teria que receber o cartão vermelho. O lance gerou reclamação do elenco do Cruzeiro, mas o árbitro Felipe Fernandes de Lima deixou o jogo seguir.
“Lance polêmico no Campeonato Mineiro. O árbitro de vídeo deveria ter recomendado a revisão desse lance? Na minha opinião, sim, pois o Lyanco, do Atlético-MG, pisa de forma deliberada no braço do seu adversário, que está no chão. Isso é considerado conduta violenta”
Nadine Bastos, sobre pisão de Lyanco em Dudu
“É lance para cartão vermelho, mas o árbitro de vídeo não recomendou a revisão”, completou a analista de arbitragem.
Queixa na FMF
Na manhã desta segunda-feira (10), um dia após o clássico pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro, o Cruzeiro prestou uma queixa formal contra a arbitragem. O ofício, enviado à Federação Mineira de Futebol (FMF), conta com a alegação do clube de que houve um “erro grosseiro”.
Além disso, o Cruzeiro também solicitou à FMF os áudios da comunicação entre Rodolpho Toski Marques, responsável pelo VAR no clássico, e Felipe Fernandes de Lima.
A solicitação foi feita não somente para o lance de Lyanco com Dudu, mas também para a expulsão de Gabigol. O camisa 9 do Cruzeiro deu uma cotovelada no zagueiro atleticano, aos 29’ do primeiro tempo, respectivamente.
Veja nota do Cruzeiro
“O Cruzeiro protocolou, na manhã desta segunda-feira, na Federação Mineira de Futebol e na comissão de arbitragem uma queixa formal a respeito da atuação dos árbitros, sobretudo do VAR, comandado pelo sr. Rodolpho Toski Marques, na partida desse domingo, contra o Atlético-MG, válida pela sétima rodada do Campeonato Mineiro.
No entendimento do clube e de todos os especialistas que se manifestaram publicamente, houve um erro grosseiro em lance ocorrido aos 17 minutos do primeiro tempo, quando o VAR deveria ter atuado e indicado a revisão do lance que ocasionaria a expulsão de um atleta adversário.
Com total descontentamento com o ocorrido, o Cruzeiro também informa que solicitou todos os áudios da comunicação entre o VAR e árbitro em campo acerca do lance em questão, além de outros momentos cruciais da partida, como a revisão da jogada que culminou na expulsão do atleta Gabriel.
O Cruzeiro preza pela lisura da competição e não deseja ser beneficiado, mas, sob hipótese alguma, aceitará ser prejudicado”.
Cruzeiro quer arbitragem de fora
Depois do jogo, Alexandre Mattos concedeu coletiva no Mineirão e detonou não só o VAR, mas também a FMF. O CEO do Cruzeiro pediu isonomia e transparência da federação, além de ter revelado que o clube ia enviar um ofício para pedir arbitragem de fora de Minas Gerais nos próximos clássicos. A ação foi feita, de fato, nesta segunda-feira (10).
“Qualquer clássico pela frente, não temos mais a confiança em ter arbitragem mineira. Queremos arbitragem de fora. Vamos mandar um ofício. Vamos formalizar que o VAR de Curitiba [Rodolpho Toski Marques] definitivamente não participe mais de um jogo do Cruzeiro. A arbitragem de fora é predicada na Série A”, disse.

