Com larga experiência no futebol sul-americano, Chico da Costa projetou oportunidades pelo Cruzeiro em meio à disputa da Copa Libertadores. Contratado junto ao Cerro Porteño, do Paraguai, o centroavante foi apresentado nesta segunda-feira (12), na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte.
Em 2026, a Raposa voltará a jogar o principal torneio da América do Sul. Os adversários do Cruzeiro serão conhecidos no dia 18 de março. Neste dia, haverá sorteio dos grupos na sede da Conmebol, em Luque, na Região Metropolitana de Assunção.
Ao defender um bicampeão continental, Chico da Costa enfatizou as grandes expectativas de brilhar na competição mais importante da temporada. O reforço também chamou a atenção para a qualidade do grupo comandado por Tite.
“É a mística. Todo mundo gosta da Libertadores. É diferente jogar a Libertadores, é muito bom. Aquele jogo no meio da semana, à noite, sei que o Cruzeiro é copeiro também. Sei que existe uma expectativa muito grande com essa competição, porque o elenco é muito bom. Particularmente, gosto muito de mata-mata. Acho mais emocionante”, iniciou.
“Não estou menosprezando nenhum campeonato, todos são importantes para nós, mas, falando de Libertadores, todo mundo sabe que tem um sabor especial. Espero poder ajudar. A Libertadores, eu começo a viver desde o sorteio da fase de grupos. Gosto de acompanhar ao vivo. É uma competição especial. Temos a capacidade de chegar longe e brigar pelo título”.
Chico da Costa, reforço do Cruzeiro
Antes de chegar ao Cruzeiro, Chico da Costa disputou algumas edições da Libertadores por clubes diferentes. Além do Cerro, o atacante também atuou pelo Bolívar-BOL e pelo Atlético Nacional-COL na competição.
Conforme levantamento feito pelo Central da Toca, o reforço do Cruzeiro já marcou dez gols e duas assistências em 22 jogos pela Libertadores.
Chico da Costa na Libertadores
- 2025 (Cerro Porteño-PAR): 2 gols em 6 jogos
- 2024 (Bolívar-BOL): 5 gols em 6 jogos
- 2023 (Atlético Nacional-COL e Bolívar-BOL): nenhum gol em 6 jogos
- 2022 (Bolívar-BOL): 3 gols e 2 assistências em 4 jogos
Rodagem na América do Sul
Na América do Sul, além do Cerro Porteño-PAR, do Bolívar-BOL e do Atlético Nacional-COL, Chico da Costa também vestiu a camisa do Sol de América-PAR. Já na América do Norte, o atacante defendeu o Venados e o Atlante no futebol mexicano.
Com experiência em diversos países, Chico da Costa relembrou ter se encontrado com poucos brasileiros e disse ter ganhado “casca” diante da “trajetória solitária”.
“A gente não vê muito brasileiro rodando a América do Sul como eu fiz. As pessoas perguntam se eu tinha algum plano. Na verdade, não. As coisas foram surgindo, fui seguindo o rumo de uma trajetória até um pouco solitária. Nunca encontrei um brasileiro nos elencos em que estive. Mas peguei casca, amadureci bastante. Não só como atleta, mas também como pessoa. Foi uma trajetória bonita. Sei que venho emergindo no futebol nos últimos anos”, afirmou.
“Especialmente na posição de centroavante, a gente vai amadurecendo mais tarde. É a posição que tem menos espaço. Temos que ser bem precisos e entender bem os movimentos. Estou feliz com a minha carreira, tenho crescido bastante. Sei a oportunidade de estar aqui no Cruzeiro e estou bastante motivado”, finalizou Chico.

