Responsável pela revelação de grandes joias do futebol brasileiro, o Cruzeiro teve o Certificado de Clube Formador (CCF) renovado até 31 de janeiro de 2026 pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Nesta quinta-feira (6), o Cruzeiro divulgou ter cumprido todos os requisitos exigidos pela CBF para as formações social e técnica dos atletas na Toca da Raposa I, em Belo Horizonte.
Os clubes que não tiverem o CCF renovado podem formar jovens atletas, mas não garantem os direitos previstos na Lei Pelé. Uma dessas prerrogativas é o recebimento de valores pelo mecanismo de solidariedade, um dispositivo criado pela Fifa para compensar a formação dos jogadores nas categorias de base.
A renovação foi comemorada por Adriano Andrade, gerente da base do Cruzeiro.
“O Cruzeiro sempre foi reconhecido por sua excelência na formação de atletas. Ter o CCF renovado reafirma esse compromisso, garantindo um ambiente estruturado e qualificado para o desenvolvimento de jovens talentos, oferecendo as melhores condições para a evolução deles dentro e fora de campo”, afirmou.
Estrutura da Toca I
Com o objetivo de formar craques já na base, o Cruzeiro tem uma estrutura completa. O clube coloca à disposição dos atletas quatro campos, uma academia, um Departamento Médico (DM), de nutrição e análise de desempenho, além de alojamentos, vestiários, espaços de lazer, suporte pedagógico, um refeitório, escritórios administrativos e um laboratório de fisiologia.
“Para pleitear o certificado, o Cruzeiro atendeu a uma ampla lista de requisitos, garantindo total conformidade com as leis e regulamentações vigentes. O processo exige um investimento contínuo em infraestrutura, educação e serviços essenciais. A renovação do CCF traz um grande benefício jurídico, visto que há uma maior proteção para os atletas da categoria de base do clube”, declarou João Pedro Castro, advogado do Cruzeiro.
Cruzeiro teve CCF recusado na pandemia
Entre julho de 2020 e junho de 2021, quando ainda era administrado por Sérgio Santos Rodrigues, o Cruzeiro teve o CCF recusado pela CBF. À época, a entidade alegou que o clube não cumpriu todos os requisitos exigidos para os padrões do futebol brasileiro.

