Após os recentes investimentos feitos na estrutura da Toca da Raposa II e em equipamentos de alta tecnologia, o Cruzeiro encerrou a temporada com o menor número de lesões na ‘era SAF’.
Desde o início da gestão de Ronaldo, em 2022, o Cruzeiro tem registrado quedas anuais nos índices de lesões. Em 2025, no segundo ano da administração de Pedro Lourenço, o cenário foi o mais positivo, com 23 lesões.
Há três temporadas, o número total no Cruzeiro foi de 51 lesões, ou seja, houve redução expressiva de 55% no quadro geral sob o modelo empresarial.
Nos últimos meses, o Cruzeiro identificou a necessidade de realizar investimentos nas áreas do Departamento de Saúde e Performance. Entre a modernização dos espaços no centro de treinamento (CT), a diretoria adquiriu aparelhos novos para a academia e para tratamento de lesões, além de ter construído uma piscina para melhor recuperação muscular dos atletas.
As obras, que aumentaram os espaços do Departamento de Saúde e Performance, deram prosseguimento à reforma do hotel para os atletas dentro da Toca II e de um novo refeitório. Também foram feitas melhorias nos campos. Atualmente, Sérgio Campolina e Jomar Ottoni são os chefes das áreas médica e fisioterápica do Cruzeiro.

Em meio ao processo de modernização da estrutura, o Cruzeiro viu quase todos os tipos de lesões sofrerem redução nos índices. A diminuição foi mais notória com relação aos problemas musculares, com atenuação de 42% entre 2024 e 2025. O número de lesões musculares caiu de 19 para 11.
No comparativo entre 2024 e esta temporada, o único quadro que apresentou elevação dos índices do Cruzeiro foi o de lesões articulares. Com o trauma no tornozelo esquerdo do zagueiro Lucas Villalba, contra o Corinthians, pela Copa do Brasil, a Raposa chegou a seis lesões articulares em 2025, uma a mais que o ano passado. O aumento foi de 20%.
Abaixo, o Central da Toca mostra um comparativo entre o ano passado e 2025 para cada classificação de lesão entre os atletas. Confira:
Comparativo total de lesões
- 2022: 51
- 2023: 34
- 2024: 32
- 2025: 23
Lesões musculares
- 2024: 19 -> 2025: 11 (redução de 42%)
Lesões isquiossurais (posteriores da coxa)
- 2024: 8 -> 2025: 5 (redução de 38%)
Lesões nos adutores
2024: 1 -> 2025: 1 (sem redução)
Lesões no quadríceps
2024: 5 -> 2025: 3* (sendo duas lesões traumáticas de William e Eduardo; redução de 40%) – lesões até 18/11
Lesões articulares
- 2024: 5 -> 2025: 6 (aumento de 20%)
Fraturas
- 2024: 4 -> 2025: 2 (redução de 50%)
Outras
2024: 4 -> 2025: 3 (redução de 25%)

