O técnico Leonardo Jardim foi anunciado oficialmente como o novo comandante do Cruzeiro e, junto da expectativa do torcedor celeste por boas atuações e conquistas, surge também a esperança de que a equipe agora possa viver “tempos de paz” em relação à troca constante de treinadores.
Levando em conta o recorte desde 2022, ano do acesso da equipe à Série A do Brasileiro, o Cruzeiro se encaminha para seu oitavo comandante. De lá para cá, a equipe passou pelas mãos de Paulo Pezzolano, Pepa, Zé Ricardo, Paulo Autuori (com auxílio de Fernando Seabra), Nicolás Larcamón, Fernando Seabra e, por fim, Fernando Diniz.
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Um ponto que chama a atenção nesse limbo envolvendo chegadas e saídas de treinadores é a ausência de convicções quanto às ideias de jogo, visto que os nomes citados apresentam várias diferenças. Isso indica que o Cruzeiro precisa, o quanto antes, definir os rumos de seu projeto esportivo.
Esperança de dias de paz
Após um início tortuoso de 2025 e a queda de Fernando Diniz, o Cruzeiro surpreendeu o mercado ao contratar o português Leonardo Jardim, de 50 anos. Vencedor por onde passou, Leonardo Jardim tem no Mônaco campeão francês sua obra-prima e chega com a expectativa de recolocar o Cruzeiro no caminho das conquistas e de entregar ao torcedor um futebol agradável.
É fato que tudo ainda está no campo da expectativa, visto que Jardim vem de muitos anos trabalhando no Oriente Médio, longe dos holofotes do futebol. O técnico precisará se habituar a um novo país, a um calendário maluco e, claro, a uma equipe com vários atletas com os quais ele ainda não teve contato.
No entanto, outro ponto dessa chegada de Leonardo Jardim que gera expectativas no torcedor é a visão de que o novo comandante é um profissional capaz de conduzir um projeto de médio/longo prazo na equipe. Quem sabe ele seja a peça que faltava para que o comando técnico do Cruzeiro passe a viver dias de paz, colocando fim a uma rotina que tem pairado sobre a Toca da Raposa, marcada por demissões de treinadores.

