Em busca do heptacampeonato da Copa do Brasil, o Cruzeiro já fez 60 jogos em 2025. Na reta final da temporada, o time celeste terá, no mínimo, mais dois confrontos com o Corinthians, pela semifinal do torneio. Caso avance à final contra Vasco ou Fluminense, a Raposa fechará o ano com 64 partidas.
Após terminar o Campeonato Brasileiro na terceira posição, com 70 pontos, e já garantido na fase de grupos da próxima Copa Libertadores, o Cruzeiro pode coroar a temporada com chave de ouro.
O título da Copa do Brasil deixaria o Cruzeiro ainda mais isolado como o maior campeão, mas também seria simbólico diante do processo desafiador de reconstrução do clube.
De olho em mais uma conquista, o Cruzeiro quer aproveitar o fator casa para abrir vantagem contra o Corinthians. Apoiados por 60 mil torcedores, os comandados de Leonardo Jardim iniciam a semifinal nesta quarta-feira (10), às 21h30 (de Brasília), no Mineirão, em Belo Horizonte.
O duelo de volta pela Copa do Brasil será no domingo (14), às 18h (de Brasília), na Neo Química Arena, em São Paulo.
Contra os prognósticos
Na “era Jardim”, em 53 partidas, o Cruzeiro passou por uma grande reviravolta nos bastidores e, principalmente, no campo. Contra todos os prognósticos, a equipe ganhou corpo e aprendeu com os vexames na disputa do Campeonato Mineiro e da Copa Sul-Americana.
Ao ser ajustado no começo do Brasileirão, o time também assumiu protagonismo na Copa do Brasil. Com campanhas acima das expectativas do torcedor, o Cruzeiro pode encerrar a temporada com o melhor desempenho coletivo em alguns anos.
Ao lado do Fluminense, o Cruzeiro chega em boa fase nos momentos decisivos da Copa do Brasil. Vasco e Corinthians, por outro lado, fizeram campanhas irregulares no Brasileirão e contam com a desconfiança da torcida.
Cruzeiro e Corinthians farão, inclusive, o duelo dos invictos e das equipes que ainda não foram vazadas na Copa do Brasil. Os mineiros venceram cinco compromissos, além de um empate, com 11 gols marcados. Já os paulistas triunfaram nas seis partidas e balançaram as redes oito vezes no decorrer do torneio.
Início conturbado
Ao longo de 2025, o Cruzeiro disputou quatro competições. Na primeira delas, o Mineiro, o time foi eliminado na semifinal para o América-MG, mesmo sendo favorito, com o baixo aproveitamento de 43,33%. Ao todo, no Estadual, foram três vitórias, quatro empates e três derrotas em dez compromissos.
Na Copa Sul-Americana, a decepção foi ainda maior. Embora tenha ficado em um grupo bastante acessível e com nítido favoritismo, o Cruzeiro foi eliminado na fase de grupos. Em seis jogos, foram três derrotas, dois empates e somente uma vitória, com 27,78% de rendimento.
O grande exemplo foi Jardim ter sacado os atacantes Gabigol e Dudu entre os 11 iniciais contra o São Paulo, em abril, pelo Brasileirão, e colocado peças mais táticas, como o volante Christian e o ponta Wanderson. O zagueiro Lucas Villalba e o atacante Kaio Jorge também ganharam espaço, aproveitaram as chaves e tornaram-se fundamentais para o Cruzeiro.
As alterações entre os titulares deram um dinamismo não antes visto no time do Cruzeiro, que passou a acumular ótimas performances e resultados tanto no Brasileirão quanto na Copa do Brasil.
Na última janela, o Cruzeiro se reforçou bem e contratou peças com características distintas às dos atletas que já estavam na Toca da Raposa II. No ataque, principalmente, o equatoriano Keny Arroyo e o colombiano Luis Sinisterra têm sido importantes para o time, sobretudo nos duelos individuais.
O lateral-Kauã Moraes e o volante Ryan Guilherme também já foram testados e apresentaram bom desempenho, apesar da baixa minutagem em virtude da forte concorrência em suas posições.
Raio-x do Cruzeiro em 2025
- Campeonato Mineiro: 10 jogos (3 vitórias, 4 empates e 3 derrotas) = 43,33% de aproveitamento
- Copa Sul-Americana: 6 jogos (1 vitória, 2 empates e 3 derrotas) = 27,78% de aproveitamento
- Copa do Brasil: 6 jogos (5 vitórias e 1 empate) = 88,89% de aproveitamento
- Campeonato Brasileiro: 38 jogos (19 vitórias, 13 empates e 6 derrotas) = 61,40% de aproveitamento
- Total: 60 jogos (28 vitórias, 20 empates e 12 derrotas), 84 gols marcados e 49 sofridos = 57,78% de aproveitamento

