A Seleção Brasileira Sub-17 se despediu da Copa do Mundo da categoria com o quarto lugar, na tarde desta quinta-feira (27). Na disputa pelo bronze, o Brasil foi superado pela Itália, nos pênaltis. Apesar da derrota, a participação da equipe contou com o bom desempenho de três crias da Toca: Felipe Morais, Vitor Hugo e Pietro, que se destacaram ao longo da campanha.
Meio-campista do Cruzeiro, Felipe Morais foi titular em sete dos oito jogos do Brasil no Mundial. Com dois gols marcados, ele terminou como vice-artilheiro da equipe, ao lado de Ruan Pablo, sendo um dos principais nomes do time comandado por Dudu Patetuci.
O bom desempenho com a camisa da Seleção despertou o interesse do Chelsea, da Inglaterra. De acordo com o jornalista italiano Fabrizio Romano, especialista em mercado de transferências, o clube inglês observa de perto o jovem talento da base celeste. Apesar disso, segundo apuração do Central da Toca e da Samuca TV, o estafe de Felipe Morais ainda não recebeu nenhuma proposta pelo atleta.
No ano passado, Felipe Morais assinou seu primeiro contrato profissional com o Cruzeiro. Com enorme potencial, o meia tem multa rescisória de R$ 620 milhões para clubes do exterior.
Pietro: decisivo contra a França
Com apenas 16 anos, Pietro foi um dos grandes heróis da classificação do Brasil sobre a França, nas oitavas de final. Apesar de não ser titular, o atacante foi acionado em oito partidas, sempre saindo do banco.
Na partida contra os franceses, com o Brasil praticamente eliminado, Pietro aproveitou um bate-rebate na área e, de canhota, acertou um golaço no ângulo, empatando o jogo por 1 a 1, aos 43 minutos do segundo tempo. A decisão foi para os pênaltis, e a Seleção levou a melhor por 4 a 3.
Após a classificação, o Central da Toca conversou com Tony Talibã, ex-treinador de Pietro no Sub-17 do Cruzeiro. Ele não poupou elogios ao jovem atacante, considerado um “prodígio”.
O bom momento na temporada fez o Cruzeiro se antecipar e garantir o primeiro contrato profissional de Pietro, com vínculo até setembro de 2028.
Vitor Hugo: segurança na zaga
Conhecido como ‘Milita’, Vitor Hugo é primo de Éder Militão, do Real Madrid, e foi um dos pilares defensivos da Seleção na fase de grupos. O zagueiro começou o torneio como titular absoluto e marcou um gol na goleada por 7 a 0 sobre Honduras, na estreia.
No entanto, ele acabou sendo expulso contra o Paraguai, na segunda fase, o que o tirou de boa parte dos jogos seguintes por suspensão.
Vitor Hugo voltou a ficar à disposição apenas na disputa do terceiro lugar, mas permaneceu no banco de reservas na derrota para a Itália.

