Acostumado a subir ao lugar mais alto do pódio pelo Sada Cruzeiro, o ponteiro Rodriguinho projetou o reencontro com o Minas, pela decisão da Supercopa. Depois de ter derrotado o rival nesse domingo (12) e conquistado o Estadual pela 16ª vez seguida, o time se prepara para mais uma final.
Com curto período de preparação, o Sada Cruzeiro defenderá o título da Supercopa, já que, em 2024, venceu o Sesi por 3 sets a 1, no Ginásio Castelinho, em São Luís, no Maranhão. Com seis títulos, a Raposa é, de forma isolada, quem mais faturou o torneio nacional.
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Agora, os atuais campeões da Superliga Masculina farão novo clássico diante dos campeões da Copa Brasil. O duelo será no domingo (19), às 19h (de Brasília), no Guanandizão, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Segundo Rodriguinho, por ser uma competição de uma partida, o Sada Cruzeiro não pode relaxar após o título mineiro. O ponteiro destacou o crescimento do time ao longo do Estadual. Esse tempo não poderá ser utilizado a favor na grande decisão.
“É um campeonato de um jogo. Tem que ser a mesma cabeça como se fosse para hoje. Não tem muito tempo e nem jogos para crescer, como foi o Mineiro. A gente cresceu durante o campeonato. Fomos um pouco inconstantes durante o Mineiro e conseguimos apresentar o nosso melhor na fase final”, iniciou.
“Para a Supercopa, não temos esse tempo. Não temos como mudar muita coisa. A cabeça tem que continuar focada. Não temos mais tempo para ajustar isso ou aquilo. Ganhou? Foi campeão. Perdeu? Não. Não podemos relaxar em nenhum momento. O Minas não vai vender barato. Vindo de uma derrota, vai estudar o nosso time, ver o que fizemos de bom e, com certeza, virão com uma estratégia diferente para anular nossas melhores escolhas”, completou Rodriguinho.
Vantagens de um time copeiro
Perguntado se o fato de o Sada Cruzeiro estar acostumado a decidir e ganhar títulos ajuda em finais, Rodriguinho não hesitou na resposta. O atacante afirmou que essa experiência de vários atletas é fundamental para não sentir a pressão. O camisa 11 citou o capitão Wallace, campeão olímpico, como exemplo.

“Acredito que sim. Não que vamos ganhar novamente, porque não. Mas em saber lidar com a pressão, acredito que sim. Um cara como o Wallace já viveu muita coisa, chega em um momento como na temporada passada que a gente foi campeão. A bola atrás e ele dá um tapinha na paralela, pega no bloqueio e a gente é campeão. Se fossem 80% dos jogadores, iam querer vir na maior força do mundo para furar o bloqueio. Ele, não, teve a calma e a lucidez do que precisava ser feito”, explicou.
“O que possibilita isso é repetição. Quando a pessoa participa de momentos como esse muitas vezes, isso dá uma certa frieza e tranquilidade para agir em momentos positivos e negativos. Nesse sentido, influencia e ajuda bastante”, concluiu Rodriguinho.
Desde 2010, o Sada Cruzeiro venceu 58 troféus em 79 torneios. Além de ter conquistado 73,41% de todos os títulos possíveis, a Raposa disputou 68 finais.

