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Cruzeiro de olho: CEO da LFU revela negociações, e times brasileiros podem retornar a jogos de videogame

Clubes não estão com licenciamento completo nos games virtuais de futebol desde 2014

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O Cruzeiro poderá ter time e jogadores totalmente licenciados em jogos de videogame em 2025. O CEO da Liga Forte União (LFU), Gabriel Lima, revelou que existem negociações avançadas para que os times brasileiros da organização retornem aos games virtuais de futebol.

Na entrevista concedida à CNN Esportes, o ex-dirigente do Cruzeiro explicou como funcionam os formatos de patrocínios negociados coletivamente pelo grupo LFU. Além da Raposa, outros 32 clubes fazem parte do grupo, entre Série A, Série B e Série C.

“Patrocínios individuais por exemplo, são negociados pelos próprios clubes, como patrocínio de camisa, institucionais, são negociados pelos próprios clubes. Então a gente negocia patrocínios coletivos”, iniciou.

“Por exemplo: Existe uma negociação muito avançada de jogos de video-game. Estamos fazendo uma negociação coletiva para isso”

Gabriel Lima, CEO da Liga Forte União

Presença nos jogos virtuais

No EA FC 26, principal jogo de futebol virtual do mundo, os clubes brasileiros que disputaram a Copa Libertadores e Sul-Americana, estão presentes com escudos e uniformes, porém, com elencos genéricos, ou seja, sem os jogadores reais, graças a uma parceria entre a Eletronic Arts e a Conmebol.

São eles: Fortaleza, Bahia, Botafogo, Flamengo, Internacional, Palmeiras e São Paulo, que disputam a Libertadores. Atlético Mineiro, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Grêmio, Vasco da Gama e Vitória, da Sul-Americana.

+ Leia também: Destaque do Cruzeiro, Kaiki lidera estatística defensiva no Brasileirão; veja números

Entre esses clubes, Botafogo, Ceará, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Fortaleza, Internacional e Vasco fazem parte da Liga Forte União.

A última vez que os times brasileiros estiveram forma 100% licenciada no jogo, aconteceu há 11 anos. Na época, antes com o nome de FIFA, em 2014, todas as equipes da Série A do Brasileirão tinham os kits, escudos e jogadores fieis a realidade.

Do outro lado, no EFootball, grande parte dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro estão licenciados, porém, nem todos os jogadores estão presentes. Os atletas que não fecharam parceria com a empresas, são representados no jogo de forma genérica.

Porque os times brasileiros não estão licenciados nos jogos?

Diferente de outras ligas pelo mundo, o futebol brasileiro não possui uma centralização dos direitos de imagem dos jogadores. Em outros campeonatos, a FIFpro (Federação Internacional de Jogadores Profissionais) negocia os contratos e facilita a compra por parte da empresa.

No Brasil, devido à Lei Geral do Esporte, a antiga Lei Pelé, os direitos de imagem só podem ser comercializados diretamente com os jogadores, ou seja, há a necessidade da empresa negociar com cada atleta individualmente.

Sem viabilidade e chances dos times seguirem sem todos os jogadores de cada equipe, a EA Sports decidiu se distanciar do mercado brasileiro. Agora, com a criação da LiBRA e Liga Forte União, a tendência é que haja mais facilidade para que os times retornem aos jogos virtuais de futebol.

Relação antiga

No início do ano, o ex-CEO da LFU, Marcelo Paz, já havia comentado sobre a possível presença dos times brasileiros nos jogos virtuais. De acordo com o antigo gestor, a ideia principal é a valorização e divulgação do campeonato nacional em games que atingem o mundo.

“Jogo com meu filho e, no que depender do nosso esforço lá na LFU, a gente vai trabalhar esse tema. Eu acho que o futebol brasileiro precisa estar nos games com as marcas, com o nome dos jogadores. Eu sei que tem uma questão de legislação, mas eu acho que a gente não pode perder essa oportunidade de que o mundo inteiro possa ver os nossos atletas”, disse à TV Soure Ceará.

“Hoje o futebol brasileiro tem atletas de renome mundial, como o David Luiz, como o Neymar que voltou pro Santos, o Memphis no Corinthians, o Lucas, o Oscar e tantos outros. Então a gente não pode deixar passar essa oportunidade para que quem joga o videogame possa ali jogar com o seu atleta de preferência do clube de preferência totalmente legalizado, como funciona com as outras ligas do mundo”

Marcelo Paz, ex-CEO da Liga Forte União
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Samuel Chaves
Samuel Chaves é repórter do Central da Toca. Já integrou a equipe de esportes da Record TV e foi representante do Cruzeiro no programa Placar Eletrônico, da Rádio 98FM de Teófilo Otoni. Também atuou como setorista do clube celeste pelo Esporte News Mundo.
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