Há exatamente um ano, em 23 de setembro de 2024, o Cruzeiro demitiu Fernando Seabra e anunciou, horas depois, a contratação do técnico Fernando Diniz. Sem deixar saudades, o treinador comandará o Vasco em seu primeiro reencontro com o time celeste, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Em situações completamente opostas na tabela, Vasco e Cruzeiro vão se enfrentar na noite do próximo sábado (27), às 18h30 (de Brasília), em São Januário, no Rio de Janeiro.
Após o empate contra o Flamengo, no Maracanã, o time de Fernando Diniz chegou aos 24 pontos e caiu para a 16ª posição, na porta da zona de rebaixamento.
Já o Cruzeiro, que venceu o Bragantino no Mineirão, em Belo Horizonte, ultrapassou o Palmeiras e reassumiu a vice-liderança, com 50 pontos.
Passagem ruim pelo Cruzeiro
Em um contexto diferente do momento atual do Cruzeiro, a estreia de Diniz foi marcada por um misto de sentimentos. Apesar do empate por 1 a 1 no Mineirão, em Belo Horizonte, resultado que garantiu a classificação sobre o Libertad-PAR e a vaga na semifinal da Copa Sul-Americana, a equipe teve desempenho irregular.
As primeiras impressões não foram boas, até mesmo pela expulsão de Lucas Romero aos 15’ do segundo tempo. Antes disso, o Cruzeiro vencia por 1 a 0, mas também sofria pressão dos paraguaios. Isso se intensificou com a desvantagem numérica e, posteriormente, com o gol de empate, anotado por Roque Santa Cruz.
Dali em diante, a torcida do Cruzeiro esperava que o cenário se repetisse com a menor frequência possível, já que o time brigava por classificação à Copa Libertadores no Brasileirão e pelo título da Sul-Americana.
Quando assumiu o Cruzeiro, Diniz tinha a missão de colocar a equipe no G6 do Brasileirão. Ao final da 27ª rodada, a Raposa estava na oitava posição, com 42 pontos e a um de distância para Inter e Bahia, sexto e sétimo colocados.
No dia 22 de setembro, mesmo com uma semana de diferença até o próximo jogo – contra o Vasco, pela 28ª rodada -, Seabra colocou um time totalmente reserva no empate sem gols diante do Cuiabá, na Arena Pantanal. A postura da comissão técnica incomodou a diretoria, que optou pela mudança de rota.
No dia 22 de setembro, mesmo com uma semana de diferença até o próximo jogo – contra o Vasco, pela 28ª rodada -, Seabra colocou um time totalmente reserva no empate sem gols diante do Cuiabá, na Arena Pantanal. A postura da comissão técnica incomodou a diretoria, que optou pela mudança de rota.
Sob a desconfiança da torcida, motivada pelo fato de Diniz ter um estilo de jogo mais autoral e com pouca experiência em trabalhos “salvadores” ao longo da temporada, as estratégias pouco funcionaram. Curiosamente, o primeiro jogo de Diniz pelo Cruzeiro foi contra o Vasco: 1 a 1, no Mineirão, e com mais uma atuação preocupante.
Ao estabelecer a conquista da Sul-Americana como prioridade, o Cruzeiro “patinou” no Brasileirão e viu a vaga para a Libertadores escapar por meio da Série A.
O desfecho nebuloso seria selado com a perda do título continental para o Racing-ARG, em Assunção, com escolhas questionáveis de Diniz. A principal delas foi a titularidade de Walace, enquanto Lucas Silva vivia melhor momento.
Segunda chance para Diniz
Ao final do Brasileirão, mesmo com a vitória sobre o Juventude, em Caxias do Sul, a gestão de Pedro Lourenço decidiu pela saída de Diniz. No entanto, ao alegar ter recebido a informação pela imprensa, o técnico reclamou publicamente da postura da diretoria e acabou ganhando uma segunda chance.
Com mais dinheiro para investimentos em 2025, o Cruzeiro apostou na contratação de mais “medalhões”, como Dudu e Gabigol. Os reforços contaram, evidentemente, com o aval de Diniz. O que se presenciou, porém, após empates contra Atlético-MG e São Paulo nos EUA, na pré-temporada, foi um início ruim no Campeonato Mineiro.
Demitido em 27 de janeiro, Diniz comandou o Cruzeiro em 18 jogos oficiais e dois amistosos. No período, que durou quatro meses e quatro dias, o treinador colecionou 20 jogos, com apenas quatro vitórias, sete empates e nove derrotas. O aproveitamento foi de 35%.

