Titular absoluto do Cruzeiro, o zagueiro Fabrício Bruno avaliou, nesta sexta-feira (19), o seu ótimo momento na carreira e se declarou ao clube. As declarações foram feitas em entrevista exclusiva à Samuca TV, na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte.
Na opinião de Fabrício Bruno, que tem formado uma sólida dupla com o argentino Lucas Villalba, ele vive a melhor fase da carreira em 2025. Com enorme segurança e velocidade, o defensor, de 29 anos, é um dos pilares da equipe de Leonardo Jardim na briga pelos títulos da Série A e Copa do Brasil.
“Estou num contexto muito interessante de tudo o que passei. Uma pequena criança que, um dia, sonhava em se tornar jogador e acabar virando tudo o que virei. O Cruzeiro tem uma grande importância na minha vida. Talvez, foi o clube que me deu a oportunidade lá atrás, quando eu ainda tinha 16 anos”, iniciou o zagueiro.
“Chego no clube um pouco tarde pela média. Aí, quando tenho a oportunidade de voltar, sinto que era o momento de reconstruir a minha história no clube. Sem dúvida, é o melhor momento da minha carreira disparado”
Fabrício Bruno, sobre melhor momento da carreira com a camisa do Cruzeiro
Na sequência, o camisa 15 do Cruzeiro também comentou sobre a importância de ter um elenco competitivo e com boa qualidade para que o individual também se sobressaia nos jogos.
“Estou mais experiente, entendendo mais os atalhos do campo e com um grupo fantástico para eu desempenhar no dia a dia”, destacou.
Mudança de posição com ídolo do Cruzeiro
Durante a entrevista à Samuca TV, Fabrício Bruno relembrou as origens e revelou que o ex-zagueiro Célio Lúcio, ídolo do Cruzeiro, foi quem ajudou na sua transformação dentro do futebol. Pouco antes de chegar à Toca da Raposa I, o jovem Fabrício atuava como volante.
“Valorizo todos os pontos que tive na carreira para me tornar esse atleta. Vou relembrar as minhas origens quando começo a jogar futebol no meu bairro, no campinho de terra. Aí passo pelo Comercial do Barreiro, pelo Desportivo Minas e, consequentemente, no Cruzeiro”, disse.
“Um fato curioso é que, quando chego no Cruzeiro, só tinha seis meses que eu tinha me tornado zagueiro. Antes, eu jogava de volante. Um cara que me ajudou muito nesse processo foi o Célio Lúcio, que trabalha na nossa base. Ele tem a história dele no clube e sempre procurou me ajudar”, detalhou Fabrício Bruno.
Retorno com mais maturidade
Contratado junto ao Flamengo no início do ano, Fabrício Bruno acredita que, por ter boa rodagem no futebol brasileiro, o retorno ao Cruzeiro tem sido marcado por melhor leitura de jogo e também experiência.
“Quando você sobe, igual eu fiz em 2016, acaba oscilando, é um processo normal. Vou à Chapecoense, pego dois empréstimos seguidos para me potencializar, mas acabava que era um pouco escondido. Não tinha muitas oportunidades para demonstrar, mas nunca corri dos desafios. As dificuldades fazem parte da vida”, reviveu.
“Comecei a ganhar protagonismo no Red Bull, foram dois anos brilhantes e três anos de Flamengo. O Flamengo te molda de uma forma absurda, não só em questão de visibilidade, mas em questão de maturação. Sempre tive uma personalidade forte. Você tem que se tornar um cara muito maduro, senão se perde no caminho”, ampliou Fabrício.
Por fim, o zagueiro do Cruzeiro também citou a recente convocação para defender a Seleção Brasileira nas Eliminatórias. Sob o comando de Carlo Ancelotti, ele foi titular na derrota para a Bolívia, na altitude de 4.150m de El Alto.
“Eu volto mais maduro, entendendo melhor o jogo. Alcancei os níveis que o Cruzeiro me proporcionou. A Seleção foi um aprendizado gigantesco. São coisas que sempre procurei colocar em prol do Cruzeiro”, encerrou.

