Vivendo uma temporada especial com a camisa do Cruzeiro, Kaio Jorge teve a oportunidade de defender a Seleção Brasileira principal, mas acabou cortado por conta de uma lesão muscular.
A baixa ocorreu após a estreia do atacante na vitória por 3 a 0 sobre o Chile, na última quinta-feira (4), no Maracanã, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.
Em entrevista ao programa Seleção, do Sportv, Kaio comentou sobre o corte e revelou detalhes da conversa que teve com o técnico da Seleção, Carlo Ancelotti.
“Tive uma conversa rápida com ele. Ele perguntou o que aconteceu, eu disse que tive um incômodo na coxa. Ele falou: ‘Faz os exames e, se der problema, volta ao clube para tratar, até porque precisamos de você bem, continua fazendo o que está fazendo, que se continuar bem, com certeza, vai ter outra oportunidade’. Agradeci a ele pela oportunidade, que estava realizando meu sonho e que voltaria mais forte”.
Kaio Jorge, atacante do Cruzeiro
Kaio também contou como recebeu a notícia do corte e descreveu o sentimento de frustração após a lesão.
“Fiquei bem triste. Até porque, é um sonho que está em jogo. Estava realizando um sonho, uma adrenalina fantástica. Maracanã lotado, com meus pais e minha filha. Durante a partida, fui dar um sprint e acabei sentindo uma fisgada na coxa. Já sabia que tinha dado problema. Só pensei em continuar, porque sabia que iria ser cortado de alguma forma. Continuei a partida. Depois, fiz os exames. A Seleção optou por me tirar”, disse.
Superação no Cruzeiro
A lesão muscular, além de tirá-lo da partida contra a Bolívia, na última rodada das Eliminatórias, também colocou em dúvida sua presença no clássico diante do Atlético-MG, realizado nessa quinta-feira (11), pela Copa do Brasil.
Graças ao trabalho do Departamento de Saúde e Performance do Cruzeiro e esforço de Kaio Jorge, ele conseguiu se recuperar a tempo e teve atuação decisiva: marcou dois gols no clássico, se tornou artilheiro da Copa do Brasil e entrou para o top 5 dos maiores goleadores do Cruzeiro no novo Mineirão.
“No Cruzeiro, fiz tratamento intensivo. Perguntei ao doutor se eu conseguia jogar o clássico, ele disse: ‘Consigo te recuperar’. Abracei a ideia. Acordei 7h da manhã e dormi meia-noite. E deu certo, graças a Deus.”

