Com o ataque letal, o Cruzeiro registrou o seu menor número de posse de bola em 2025 na vitória sobre o Atlético-MG, no Mineirão, em Belo Horizonte, pelo segundo jogo das quartas de final da Copa do Brasil. Durante os 90 minutos e mais os acréscimos, a equipe de Leonardo Jardim teve a posse por apenas 27% do tempo, mas avançou à semifinal do torneio mata-mata.
Em vantagem pelo triunfo no jogo de ida, na Arena, o time celeste voltou a aplicar, dessa vez no Gigante da Pampulha, as suas principais características: dar a bola para o adversário e contra-atacar com enorme velocidade.
Aos 4’ do primeiro tempo, Kaio Jorge balançou as redes em um lance de bola parada. Já aos 2’ da etapa final, o atacante voltou a marcar em uma jogada de extremo oportunismo, também com origem em uma cobrança de bola parada.
De acordo com dados do Sofascore, plataforma especializada em estatísticas do futebol, antes do segundo clássico na Copa do Brasil, a menor posse de bola do Cruzeiro tinha sido em 17 de julho.
Na oportunidade, com 31% de posse de bola, os comandados de Jardim derrotaram o Fluminense, por 2 a 0, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro saiu de campo vitorioso graças aos gols de Fabrício Bruno e Kaio Jorge, ainda no primeiro tempo.
Os outros clássicos contra o Atlético-MG
Para ilustrar os cenários contra o Atlético-MG, o Cruzeiro reduziu a posse de bola em 12% em relação ao primeiro clássico das quartas de final da Copa do Brasil. Na casa do rival, com estratégia semelhante, o time celeste teve a posse em 39% do jogo.
Já no confronto pela 9ª rodada do Brasileirão, o Cruzeiro teve mais a bola, o domínio da partida, criou inúmeras chances, mas saiu de campo no 0 a 0. No confronto, a equipe de Leonardo Jardim teve 53% de posse de bola, um índice incomum na Série A até o momento.
Jogo de maior posse
Em 2025, o Cruzeiro teve o seu maior índice de posse de bola na derrota para o Mushuc Runa, do Equador, dentro do Mineirão, pela fase de grupos da Copa Sul-Americana.
No duelo com o modesto time equatoriano, a Raposa teve a bola por 75% do tempo, mas saiu de campo derrotado por 2 a 1 e vaiado pela torcida.
Posse de bola do Cruzeiro na ‘era Jardim’
Campeonato Brasileiro
- Cruzeiro 2×1 Mirassol – 44% de posse de bola
- Inter 3×0 Cruzeiro – 32% de posse de bola (um jogador a menos)
- São Paulo 1×1 Cruzeiro – 43% de posse de bola
- Cruzeiro 3×0 Bahia – 39% de posse de bola
- Bragantino 1×0 Cruzeiro – 58% de posse de bola
- Cruzeiro 1×0 Vasco – 43% de posse de bola
- Cruzeiro 2×1 Flamengo – 41% de posse de bola
- Sport 0x4 Cruzeiro – 54% de posse de bola
- Cruzeiro 0x0 Atlético-MG – 53% de posse de bola
- Fortaleza 0x2 Cruzeiro – 51% de posse de bola
- Cruzeiro 2×1 Palmeiras – 36% de posse de bola
- Vitória 0x0 Cruzeiro – 48% de posse de bola
- Cruzeiro 4×1 Grêmio – 46% de posse de bola
- Fluminense 0x2 Cruzeiro – 31% de posse de bola
- Cruzeiro 4×0 Juventude – 48% de posse de bola
- Corinthians 0x0 Cruzeiro – 53% de posse de bola
- Cruzeiro 1×2 Ceará – 64% de posse de bola
- Botafogo 0x2 Cruzeiro – 44% posse de bola
- Cruzeiro 1×2 Santos – 57% de posse de bola
- Mirassol 1×1 Cruzeiro – 53% de posse de bola
- Cruzeiro 2×1 Inter – 45% de posse de bola
- Cruzeiro 1×0 São Paulo – 40% de posse de bola
Copa do Brasil
- Cruzeiro 2×0 Vila Nova – 60% de posse de bola
- Vila Nova 0x3 Cruzeiro – 52% de posse de bola
- Cruzeiro 0x0 CRB – 61% de posse de bola
- CRB 0x2 Cruzeiro – 51% de posse de bola
- Atlético-MG 0x2 Cruzeiro – 39% de posse de bola
- Cruzeiro 2×0 Atlético-MG – 27% de posse de bola
Copa Sul-Americana
- Unión Santa Fe-ARG 1×0 Cruzeiro – 55% de posse de bola
- Cruzeiro 1×2 Mushuc Runa-EQU – 75% de posse de bola
- Palestino-CHI 2×1 Cruzeiro – 61% de posse de bola
- Mushuc Runa-EQU 1×1 Cruzeiro – 62% de posse de bola
- Cruzeiro 2×1 Palestino-CHI – 60% de posse de bola
- Cruzeiro 0x0 Unión Santa Fe-ARG – 57% de posse de bola
Campeonato Mineiro
- Democrata-GV 2×1 Cruzeiro – 67% de posse de bola
- Cruzeiro 1×1 América-MG – 52% de posse de bola
- América-MG 1×1 Cruzeiro – 50% de posse de bola

