O início da noite deste sábado (23) no Mineirão foi marcado por um momento especial. Antes de a bola rolar para o jogo entre Cruzeiro e Internacional, a administradora do estádio exibiu no telão uma homenagem ao gari Laudemir de Souza Fernandes, assassinado no último dia 11, em Belo Horizonte.
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Familiares de Laudemir — entre eles sua esposa, colegas de trabalho e a filha de 15 anos — acompanharam a homenagem de um camarote. A jovem, que herdou do pai a paixão pelo Cruzeiro, foi convidada também para conhecer a Toca da Raposa II.
Pedro Lourenço, presidente da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro, estava presente no camarote com os entes de Laudemir. O Mineirão exibiu uma imagem de luto à Laudemir, e pediu que o torcedor cruzeirense aplaudisse em forma de homenagem.

Detalhes sobre o caso
Na manhã do dia 11, Laudemir de Souza Fernandes foi morto a tiros no encontro das ruas Jequitibá e Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre, na Região Oeste da capital mineira.
O suspeito de matar o gari Laudemir Fernandes é o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior. Ele foi preso horas depois do crime, no bairro Estoril, também na Região Oeste de BH, dentro de uma academia.
Ao discutir com a motorista que conduzia o veículo da coleta de lixo, Renê disparou contra os garis e atingiu, de forma fatal, Laudemir Fernandes. O gari chegou a ser socorrido pela Polícia Militar (PM) a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
Por meio de nota enviada à imprensa, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que o gari prestava serviços por meio de uma empresa terceirizada de limpeza.

