O Cruzeiro até abriu o placar diante do Mirassol, na noite desta segunda-feira (18), mas acabou cedendo o empate e levando um ponto para Belo Horizonte. Para Leonardo Jardim, a equipe teve uma atuação abaixo do esperado, sobretudo pelos desfalques.
Para a partida, o Cruzeiro não contou com os laterais Fagner, William e Kaiki, com os meio-campistas Lucas Romero e Christian, além de Marquinhos, que, apesar de reserva, vinha sendo bastante utilizado pelo treinador.
“Foi isso que disse aos jogadores: hoje não foi um grande jogo de futebol. Foi mais no sofrimento e na dor. Tínhamos muitas limitações e, essas limitações, tínhamos que gerir da forma que gerimos. Sabíamos que os jogadores que não vinham jogando não iam aguentar mais de 60 minutos”.
Leonardo Jardim, treinador do Cruzeiro
O treinador também explicou por que demorou a mexer no time e fez apenas duas alterações durante o jogo. Segundo ele, a falta de opções no banco foi determinante para segurar as trocas até os minutos finais.
“Vocês sabem das nossas limitações para esse jogo. Seis jogadores que geralmente jogam (estavam fora). Dois laterais (Fagner e William), Kaiki, Romero, Christian, Marquinhos… tivemos que arrumar a equipe da melhor forma. Sobre as substituições, foi ver até onde aguentavam, para poder mudar. Se tivéssemos mais um meio de campo, tínhamos tirado o Lucas mais cedo, porque estava com dificuldade. Tinha tirado os laterais, porque estavam com alguma dificuldade. Não podia gastar as substituições antes de terminar o jogo. Se faço antes e depois eles fazem aquele sinal (de substituição)… tivemos que gerir, até o final. Faltando cinco minutos, não tinha mais o que fazer. Eles foram aguentando, no sofrimento e na dor.”
Jardim disse acreditar que tomou as decisões corretas. Para ele, a forma como geriu as trocas foi fundamental para garantir o empate fora de casa e manter o Cruzeiro no G-4 do Brasileirão.
“Aguentamos o Walace o tempo de 60 minutos, depois entrou o Matheus Henrique pra ajudar. Depois, o Wanderson (saiu). Gerimos da melhor forma. Se tivesse que colocar o Gamarra na (lateral) esquerda e um jogador qualquer na (lateral) direita, talvez o Murilo… se fizesse essas trocas e tivéssemos perdido, as pessoas falariam que não tinha soluções para fazer. Futebol é assim, quando não fazemos, tínhamos que fazer. Quando fazemos, não tínhamos que fazer”, finalizou.
Próximo jogo
Agora, o Cruzeiro volta a campo no sábado (23), quando enfrenta o Internacional no Mineirão, pela 21ª rodada do Brasileirão. A Raposa ocupa a 3ª colocação, com 38 pontos, enquanto o time gaúcho é o 12º colocado, com 24.

