A torcida do Cruzeiro promoveu uma ação simbólica na Arena Independência, na manhã deste domingo (17), durante o jogo entre Raposa e Red Bull Bragantino, pelas quartas de final do Campeonato Brasileiro Feminino. O grupo levou garis ao estádio e exibiu uma faixa cobrando justiça por Laudemir Souza Fernandes, de 44 anos, torcedor fanático do Cruzeiro, assassinado a tiros na última segunda-feira (11).
A iniciativa teve como objetivo dar visibilidade ao caso, que gerou forte repercussão e comoção. A faixa foi estendida nas arquibancadas do Independência durante o início da partida, reforçando o pedido por respostas das autoridades.
Além da torcida, o Cruzeiro também prepara uma homenagem a Laudemir. Segundo apuração do Central da Toca, a homenagem deve ocorrer no Mineirão, no próximo sábado (23), antes da partida contra o Internacional, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto entre os times de Leonardo Jardim e Roger Machado será às 18h30 (de Brasília).
Detalhes sobre o caso
Na manhã da última segunda-feira (11), Laudemir de Souza Fernandes foi morto a tiros no encontro das ruas Jequitibá e Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre, na Região Oeste da capital mineira.
O suspeito de matar o gari Laudemir Fernandes é o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior. Ele foi preso horas depois do crime, no bairro Estoril, também na Região Oeste de BH, dentro de uma academia.
Casado com uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Renê negou a autoria do crime às autoridades. No entanto, testemunhas relataram que Laudemir coletava o lixo, quando o empresário, dentro de seu carro elétrico BYD, ameaçou a motorista do caminhão para que a deixasse passar na rua. Caso contrário, ela “tomaria um tiro na cara”.
Ao discutir com a motorista que conduzia o veículo da coleta de lixo, Renê disparou contra os garis e atingiu, de forma fatal, Laudemir Fernandes. O gari chegou a ser socorrido pela Polícia Militar (PM) a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
Por meio de nota enviada à imprensa, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que o gari prestava serviços por meio de uma empresa terceirizada de limpeza.

