Dono da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro, Pedro Lourenço comentou sobre as mudanças recentes feitas no programa de sócio-torcedor. De acordo com o empresário, houve muita resistência interna para fazer reajustes nos valores mensais do plano.
Em entrevista exclusiva à reportagem do Central da Toca e da Samuca TV, Pedrinho falou sobre o Sócio 5 Estrelas. Além disso, revelou os custos do Cruzeiro em um jogo no Mineirão, em Belo Horizonte.
“Eu cheguei aqui e vi uma resistência muito grande de quem já estava. Eu já falei isso e vou repetir. Temos 50 mil Sócio do Povo. Eles pagavam R$ 21 (por mês) e compravam ingresso por R$ 10. Para você pagar o Mineirão, 22 mil torcedores é para pagar a despesa”, iniciou.
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“Como que você vai vender um ingresso para um jogo do Campeonato Brasileiro pagando R$ 10. Aí eu pulei o ingresso para o mínimo de R$ 30. Para o cara pagar R$ 30, ele tem que pagar o sócio de R$ 30. Ninguém reclamou. Mas quando você chega aqui, o cara fala que não pode. Esse tipo de resistência que tem que é difícil”, completou.
Lourenço já externou a vontade de ver o programa com 100 mil adimplentes, mas ficaria contente caso atingisse outra meta. Ele afirmou que prefere ter 50 mil sócios assíduos nos jogos do Cruzeiro como mandante.
“O torcedor sempre entende bem as coisas, sempre tem reclamação, mas eu não estou aqui para extorquir o torcedor não. E outra coisa, eu acho importante chegar a 100 mil, mas eu preferia 50 mil pagando certinho e indo nos jogos”.
Pedro Lourenço sobre sócio-torcedor do Cruzeiro
Sócios ajudando o Cruzeiro
Pedrinho também citou o exemplo dos muitos cruzeirenses que moram nos Estados Unidos e manifestaram o desejo de ajudar o clube mesmo que à distância. O gestor da SAF foi abordado por muitas pessoas sobre o tema durante a pré-temporada nos EUA.
“Um exemplo para chegar no que eu quero falar. Nós estávamos nos Estados Unidos, dizem que tem 2 milhões de brasileiros que moram lá, eu falei com uns 100 lá. Todos eles querem ser sócios do Cruzeiro pagando sem vir aqui, só querem ajudar o Cruzeiro. O que nós temos que fazer? Temos um dever de casa para trabalhar isso. Nós criamos um sócio que paga R$ 10 por mês, tem 10 mil sócios e pagam todo mês”, contou.
Para finalizar, Pedro Lourenço ainda disse que existe a possibilidade de ter um clássico com torcida dividida no Mineirão ainda neste ano. Dessa forma, caso isso acorra, apenas sócios teriam preferência na compra dos ingressos destinados os cruzeirenses.
“Pode acontecer, se o Cruzeiro chegar à final do Mineiro deste ano, de ter uma proposta de fazer o Mineirão dividido se o Ministério Público apoiar. Vamos supor que tenha um Cruzeiro e Atlético-MG. Quem vai ir no jogo são só os sócios. Quem não for sócio não vai poder comprar ingresso”, finalizou.
Mudança recente no sócio-torcedor
O Cruzeiro anunciou no dia 14 de janeiro alterações no programa de sócio-torcedor. A principal novidade é a assinatura mensal, com renovação inclusa. Sendo assim, o torcedor não precisará se comprometer financeiramente por um ano inteiro.
De acordo com o marketing do clube, os planos antigos serão migrados para as categorias já disponíveis, com base na similaridade dos benefícios anteriores.
Ao todo, são quatro planos: Meu Cruzeiro (R$ 9,90), Time do Povo (R$ 29,90), Cabuloso (R$ 79,90) e Cabuloso Max (R$ 189,90).
A entrevista de Pedrinho
Pedro Lourenço atendeu à reportagem da Samuca TV e do Central da Toca na última sexta-feira (24), na Toca da Raposa II.
O encontro, portanto, aconteceu antes do empate da Raposa por 1 a 1 com o Betim, no Mineirão, pela 3ª rodada do Campeonato Mineiro.
Entre outros assuntos, foram abordados temas como vida pessoal do empresário, mercado da bola, categorias de base, futebol feminino, relação com entidades, marketing e Mineirão. Além dos recortes, a entrevista na íntegra será publicada na tarde desta terça-feira (28) no Central da Toca e na Samuca TV.

