O jogo entre Cruzeiro e Grêmio, neste domingo (13), marcou a estreia do sistema de biometria facial como forma obrigatória de acesso ao Mineirão. A nova tecnologia foi colocada à prova em uma das partidas mais aguardados da 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas o resultado não foi positivo.
A reportagem do Central da Toca e da Samuca TV acompanhou a movimentação dos torcedores no acesso às arquibancadas desde pouco depois do momento da abertura dos portões, às 17h30 (de Brasília), no Setor Amarelo e na Tribuna (Setor Roxo Inferior).
Inicialmente, enquanto ainda havia luz do dia, o sistema funcionou normalmente. No entanto, o funcionamento não durou muito. Com o cair da noite, a claridade no local diminuiu e prejudicou a leitura das telas afixadas nas catracas.
À reportagem, alguns funcionários – que preferiram não se identificar – alegaram que o sistema só funcionou durante o dia. O principal ponto questionado foi a falta de luminosidade.
Dessa forma, os funcionários que estavam auxiliando os torcedores passaram a pedir novamente a apresentação do QR Code para a leitura do ingresso e liberação das catracas.

Para ter acesso à biometria facial, os cruzeirenses também precisaram apresentar o ingresso via QR Code na entrada da esplanada do Mineirão. Funcionários do estádio fizeram as leituras digitais dos bilhetes comprados.

A reportagem do Central da Toca pediu um posicionamento do Mineirão e do Cruzeiro sobre o que causou a falha do sistema de biometria facial. A assessoria do estádio respondeu que as explicações devem ser feitas pelo clube celeste. Veja o posicionamento abaixo.
Posicionamento do Cruzeiro
“Cruzeiro e Mineirão avaliam positivamente o primeiro jogo com acesso ao estádio com uso da biometria facial. Conforme alinhado na reunião prévia da partida, e seguindo a orientação dos órgãos de segurança, os esforços para implementação do novo sistema foram concentrados nos portões A e B”, iniciou.
“Todos os torcedores cadastraram a biometria facial e acessaram o estádio normalmente com o sistema de reconhecimento e o QR Code do ingresso. O Mineirão reitera que eventuais instabilidades neste primeiro jogo serão avaliadas e solucionadas nas próximas partidas do clube”, completou.
Biometria facial é obrigatória em Minas
A medida segue o que determina a Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), que obriga estádios com capacidade superior a 20 mil pessoas a adotarem mecanismos de controle de acesso mais rigorosos. No caso do Mineirão, a biometria facial passou a ser exigida para todos os torcedores maiores de 16 anos.
Para facilitar a transição, o estádio iniciou uma força-tarefa de atendimento presencial a partir da semana anterior à partida, com postos na Esplanada Norte auxiliando os torcedores com dúvidas, problemas técnicos e até com a realização do cadastro. O serviço funcionou diariamente das 10h às 20h, na semana passada.
O processo de cadastro foi simples: o torcedor acessava o site suacara.cruzeiro.com.br, preenchia seus dados pessoais e enviava uma foto facial. No momento do jogo, bastava se aproximar das catracas equipadas com leitores biométricos. Em segundos, o sistema confirmava a identidade do torcedor e liberava a entrada.
Antes da bola rolar no Mineirão, mais de 55 mil torcedores já tinham feito o cadastro na plataforma.
Além da agilidade, a grande vantagem do sistema é a segurança. A biometria impede fraudes, venda de ingressos duplicados e o acesso de pessoas que não tenham realizado o cadastro.

