Criticado e vaiado por uma parte da torcida do Cruzeiro no início do ano, William comentou, nesta sexta-feira (11), sobre a retomada da confiança sob o comando de Leonardo Jardim. Segundo o lateral-direito, a evolução do seu desempenho na temporada se relaciona com o trabalho do técnico português na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte.
Embora ainda brigue pela titularidade com Fagner, William avaliou que cresceu de desempenho nos últimos meses. Além do esforço nos treinamentos, o defensor ponderou que essa melhora também foi provocada por conversas e pelas broncas de Jardim.
“Foi mais a confiança. Eu não estava na minha melhor parte, mas ele sempre me deu muita confiança, conversou comigo, me xingou muitas vezes também. Isso é importante. Estou muito feliz. É um cara que eu gosto muito. Não só eu, mas o elenco todo, dá pra ver. Ele tem uma energia muito legal. A confiança voltou e, graças a Deus, estou conseguindo desempenhar”
William, sobre importância de Jardim para o seu crescimento
No Campeonato Brasileiro, Jardim tem promovido um rodízio entre William e Fagner na lateral direita do Cruzeiro. Nas 12 rodadas já disputadas, o camisa 12 entrou em campo oito vezes e jogou por 532 minutos, enquanto Fagner atuou em seis partidas e por 491 minutos.
O defensor emprestado pelo Corinthians, no entanto, foi titular mais vezes: 6 a 5 no comparativo com o concorrente. William tende a iniciar a partida contra o Grêmio no domingo (13), às 20h30 (de Brasília), no Mineirão, em BH, e a empatar a disputa nesse quesito.

Podem jogar juntos?
No último domingo (6), na vitória sobre o Banfield-ARG, pela Vitória CUP, no Espírito, Jardim testou os dois laterais juntos no time do Cruzeiro. Aos 17’ do segundo tempo, o treinador substituiu Christian e colocou William em seu lugar, em uma linha mais avançada, ao mesmo tempo que Fagner assumiu o setor de defesa pela direita.
Segundo William, essa formação foi treinada pela comissão técnica do Cruzeiro antes dos jogos e poderá ser repetida ao longo da temporada. A ideia é surpreender os adversários em um momento de ótima fase da equipe celeste.
“Sim, a gente treinou. O professor treinou essa formação. Obviamente, as outras equipes vão estudar o nosso jeito de jogar. Ter outras armas na manga é sempre bom. A gente vem treinando outras coisas. Se acontecer no campo, vamos estar preparados também. Se o professor vai usar, não sei, mas estamos preparados se ele mudar o esquema para fazer nossa melhor partida e conseguir resultados melhores para o Cruzeiro”, destacou.
Aprendizados com Fagner
Ainda de acordo com o campeão olímpico, Fagner tem contribuído grandemente para a sua evolução nos treinos e também nos jogos.
“É importante ter jogadores com a capacidade do Fagner. É um cara experiente, que me ajuda bastante. Não temos nada um contra o outro, pelo contrário. Somos parceiros, estamos sempre conversando. Têm coisas que preciso acertar que ele fala para mim. Ele veio para me ajudar muito. Sabendo da qualidade dele, não posso estar nem um pouco abaixo, porque senão não vou jogar”, encerrou.

