Em busca do quinto título brasileiro, o Cruzeiro tentará manter a ótima campanha na retomada da Série A no mês de julho. No dia 13 do próximo mês, às 20h30 (de Brasília), o time celeste receberá o Grêmio, no Mineirão, em Belo Horizonte, pela 13ª rodada da competição.
Historicamente, o Cruzeiro costuma ter um desempenho parecido antes e depois das pausas no calendário por causa de eventos internacionais. Esse cenário foi registrado em 2014, em 2018 e em 2019.
Por outro lado, a paralisação no inflado calendário brasileiro em 2006 trouxe um efeito negativo para o Cruzeiro, enquanto, em 2010, a parada foi positiva para a equipe celeste.
Agora, em 2025, o Cruzeiro espera seguir no G4 para confirmar ao menos uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores. Depois de 12 rodadas, o grupo comandado pelo português Leonardo Jardim está na vice-liderança, com os mesmos 24 pontos do líder Flamengo. A diferença está no saldo de gols: 20 a 9 na comparação com os cariocas.
Para se manter entrosado e com ritmo de jogo, o Cruzeiro entrará em campo duas vezes enquanto o Brasileirão não será retomado. Nos dias 3 e 6 de julho, a Raposa enfrentará o Defensa y Justicia e o Banfield, ambos da Argentina, pela Vitória CUP, no Espírito Santo. Os duelos serão transmitidos ao vivo e com imagens pela Samuca TV.
Relembre as pausas do Brasileirão
Parada negativa
Em 2006, depois de dez rodadas disputadas, o Brasileirão ficou parado para a realização da Copa do Mundo na Alemanha. À época, o time celeste estava na liderança da Série A, com 21 pontos.
No retorno aos gramados, o Cruzeiro encerrou a campanha na 10ª posição, com 53 pontos. O São Paulo foi o campeão, com 78 pontos.
Paradas positivas
Quatro anos depois, em 2010, o Cruzeiro somou apenas nove pontos em sete rodadas do Brasileirão. Na modesta 11ª posição, o time aproveitou a pausa para a Copa do Mundo na África do Sul para demitir o técnico Adilson Batista e contratar Cuca.
Com o novo comandante, o Cruzeiro demonstrou evolução dentro de campo e virou um dos candidatos ao título. Em meio a esse período, a equipe emendou nove partidas de invencibilidade.
Apesar da campanha de recuperação, ficou o sabor amargo pelo vice-campeonato, já que o Fluminense venceu o Guarani na última rodada e foi campeão, com 71 pontos e dois a mais em relação ao Cruzeiro.
Já em 2013, quando o Brasileirão foi interrompido para a disputa da Copa das Confederações, o Cruzeiro estava em quinto lugar, com oito pontos em cinco jogos.
Após o torneio continental, a Raposa, então comandada por Marcelo Oliveira, ganhou conjunto, passou a praticar um futebol brilhante e conquistou o tricampeonato brasileiro com quatro rodadas de antecedência. A equipe fechou as 38 rodadas com 76 pontos.
Paradas sem grandes mudanças
Em 2014, às vésperas da Copa do Mundo, o Cruzeiro já estava na liderança do Brasileirão. Nas primeiras nove rodadas, o time celeste tinha feito 19 pontos.
45 dias depois, já com o calendário retomado, os comandados de Marcelo Oliveira seguraram o primeiro lugar e faturaram o tetra com duas rodadas de antecipação. Ao todo, foram 80 pontos durante a liga nacional.
Em 2018, após 12 rodadas da Série A, o Cruzeiro paralisou as atividades na 8ª posição, com 18 pontos. Mesmo com a volta da competição, o time não saiu do lugar e permaneceu em oitavo, com 53 pontos. Embora não houve mudança de rota no Brasileirão, o grande ponto positivo foi a conquista da Copa do Brasil no fim do ano.
Um ano depois, em 2019, o Cruzeiro já estava na zona de rebaixamento no momento em que o Brasileirão foi paralisado com nove rodadas. Com apenas oito pontos, o time celeste ocupava a 18ª colocação.
Mesmo com os dias de folga, o elenco não encaixou no segundo semestre e, com isso, o Cruzeiro acabou rebaixado na 17ª posição, com 36 pontos.

