Árbitro do jogo entre Vitória e Cruzeiro, nessa quinta-feira (12), no Barradão, em Salvador, Alex Gomes Stefano (RJ) explicou a expulsão de Eduardo na súmula da partida pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O meia da Raposa recebeu o cartão vermelho aos 44 minutos do primeiro tempo do empate por 0 a 0.
No documento, disponibilizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) horas após o fim do duelo, o árbitro escreveu que o armador do Cruzeiro fez uso excessivo da força no lance que terminou em uma infelicidade. O camisa 21 acabou atingindo Jamerson, lateral-esquerdo do Vitória, com um forte carrinho.
“Dar uma entrada contra um adversário com uso de força excessiva na disputa da bola. Expulsei, com vermelho direto, Carlos Eduardo por dar uma entrada com uso de força excessiva, atingindo com a perna o pé de seu adversário, Jamerson, na disputa de bola”
Alex Gomes Stefano, árbitro de Vitória x Cruzeiro
“Informo ainda que o atingido teve que ser atendido dentro de campo e retirado de ambulância”, completou.
Pela jogada, Eduardo recebeu o cartão vermelho. Inicialmente, Alex Stefano aplicou o amarelo ao cruzeirense. Após ver a fratura no tornozelo direito do jogador do Leão, tirou o vermelho do bolso e puniu o meio-campista.
Eduardo deu um carrinho para tentar cortar a bola e impedir o avanço do jogador adversário pelo lado esquerdo. No entanto, deslizou no gramado enxarcado pela forte chuva que caiu sob a capital baiana e atingiu o atleta. O joelho do meia celeste prendeu o pé direito de Jamerson no campo.
O lateral do Vitória teve confirmado uma fratura e rompimento dos ligamentos do tornozelo. Ele passou por cirurgia ainda na noite dessa quinta-feira (12).
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Jardim discordou da expulsão
No entanto, a decisão do árbitro desagradou Leonardo Jardim, que não concordou com a expulsão de Eduardo. O técnico celeste afirmou que o árbitro só aplicou o cartão vermelho por ver a fratura do jogador do Vitória.
“Aconteceu, na minha opinião, um vermelho muito mal analisado. O meu jogador (Eduardo) vai no lance com a perna para cortar a bola, chega tarde e (recebe) o amarelo justificado. Ele toca com o joelho na perna do outro (Jamerson). Foi um acidente de trabalho”, iniciou.
Jardim pontuou que deveria ter sido julgado a ação de Eduardo, não o resultado do que considerou como “acidente de trabalho”.
“O árbitro ajuizou muito bem, mas depois veio a lesão e o árbitro foi lá e deu o vermelho. Futebol não é assim, ver que lesionou e aplicar o vermelho. A ação é que tem que ser castigada. Para mim, foi uma ação de cartão amarelo”, completou.
Sem Eduardo em campo, o Cruzeiro jogou com um a menos desde os 44 minutos do primeiro tempo.

