Representantes da principal torcida organizada do Cruzeiro, a Máfia Azul, se reuniram com os jogadores e a diretoria celeste, nesta terça-feira (8), na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte. A conversa foi em tom de cobrança por resultados melhores na temporada, além de explicações sobre o que não vem dando certo até o momento.
O teor da conversa entre os torcedores, dirigentes e atletas foi divulgado pelas organizadas nas redes sociais.
Conforme expresso pela nota da Máfia Azul, os jogadores reconheceram as atuações ruins e se comprometeram a adotar uma postura diferente o quanto antes.
“Durante a reunião, os jogadores reconheceram a deficiência nas atuações recentes e se comprometeram, de forma unânime, a adotar uma postura diferente: mais combativa, mais comprometida e mais digna da história centenária que carregam no peito”, diz trecho da nota.
Eliminado na semifinal do Campeonato Mineiro, o Cruzeiro ficou 35 dias sem jogos oficiais e utilizou o tempo para se preparar na Toca II. No primeiro compromisso após a ‘intertemporada’, o time não apresentou um bom futebol, mas conseguiu vencer na estreia no Campeonato Brasileiro.
A equipe estrelada derrotou o Mirassol por 2 a 1, no Mineirão, em BH, pela 1ª rodada. Na partida, o goleiro Cássio ainda defendeu um pênalti do adversário paulista.
Depois disso, o Cruzeiro teve duas derrotas consecutivas. A primeira foi no duelo contra o Unión Santa Fe, na estreia do Grupo E da Copa Sul-Americana. Na ocasião, os comandados do técnico Leonardo Jardim sofreram um gol no minuto final e perderam por 1 a 0, no Estádio 15 de Abril, em Santa Fé, na Argentina.
O derradeiro revés foi para o Internacional, no último domingo (6), pela 2ª rodada do Brasileirão. O Cruzeiro teve o zagueiro Jonathan Jesus expulso injustamente aos 20 minutos do primeiro tempo e depois viu os gaúchos marcarem três vezes: 3 a 0.
Segunda cobrança em 2025
Essa foi a segunda cobrança direta das organizadas do Cruzeiro neste ano. A primeira delas ocorreu em 27 de fevereiro, cinco dias após a eliminação precoce no Estadual.
Na oportunidade, os líderes das organizadas receberam Alexandre Mattos (CEO do clube) e Cássio na sede da Máfia Azul, em BH, para uma conversa. O lateral-esquerdo Marlon também participou da reunião, que teve tom de cobrança, por meio de uma videochamada.
Conforme divulgado pelas torcidas, Mattos e Cássio reconheceram alguns erros e prometeram uma mudança de postura dos jogadores dentro de campo. O que acabou não se concretizou como esperado pelos cruzeirenses.
Veja a mensagem da organizada na íntegra:
“A diretoria da Torcida Máfia Azul informa que, nesta data, foi realizada uma reunião interna com todo elenco profissional, comissão técnica e diretoria na Toca da Raposa II.
Reunião essa que teve como objetivo elucidarmos os motivos nos quais os atletas não vêem apresentando o desempenho compatível com a grandeza desta instituição e com as expectativas de sua apaixonada torcida.
A nossa diretoria foi clara e direta quanto à necessidade urgente de mudança de postura dentro de campo.
O momento exige mais do que técnica: exige comprometimento, entrega total, respeito à camisa e, acima de tudo, honra por representar milhões de torcedores que dedicam sua vida e paixão ao CRUZEIRO ESPORTE CLUBE.
Durante a reunião, os jogadores reconheceram a deficiência nas atuações recentes e se comprometeram, de forma unânime, a adotar uma postura diferente: mais combativa, mais comprometida e mais digna da história centenária que carregam no peito.
O clube também reforça que não tolerará acomodação, falta de empenho ou qualquer atitude que desrespeite seus valores. As cobranças continuarão firmes, sempre com o objetivo de resgatar a identidade vencedora e a conexão entre time e torcida.
Seguiremos vigilantes e exigentes, pois vestir esta camisa é privilégio de poucos e responsabilidade de todos que a representam”.

